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Q3193631 Medicina
Paciente de 24 anos, sexo masculino, ECOG 0, portador de seminoma puro de testículo direito, com estadiamento revelando múltiplas linfonodomegalias retroperitoneais de até 6,5 cm, sem lesões à distância e marcadores negativos. Foi submetido à orquiectomia e a três ciclos de BEP. Contudo, exames de imagem realizados oito semanas após o término de tratamento revelam a persistência de lesão retroperitoneal de 2,5 cm. Sem outras lesões suspeitas e mantendo marcadores negativos. Em relação ao caso, qual é a melhor conduta?  
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo de massas residuais após quimioterapia em pacientes com seminoma testicular. Trata-se de uma situação comum na oncologia: decidir a conduta frente a uma massa de tamanho reduzido (< 3 cm), sem elevação de marcadores tumorais, após terapêutica padrão.

Justificativa da alternativa correta (D – Seguimento clínico-radiológico):

Segundo o Protocolo de Tratamento do Carcinoma de Células Germinativas do Testículo da AMB/CFM:
“A ressecção cirúrgica só deve ser realizada quando a resposta à quimioterapia for insatisfatória, ou seja, regressão menor que 90% ou massa residual maior que 3,0 cm, um mês após completar a quimioterapia.”

Massas residuais menores que 3 cm e com marcadores negativos têm baixa probabilidade de conter tecido tumoral viável (menos de 10% dos casos). Portanto, a observação clínico-radiológica regular é considerada conduta padrão, evitando tratamentos desnecessários e seus potenciais efeitos adversos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Radioterapia: Não indicada para massa residual pós-quimioterapia. Não altera o prognóstico e foge das recomendações atuais.
B) Linfadenectomia de resgate: Reservada para massas >3 cm ou que não regridem significativamente após o tratamento; esse não é o caso.
C) Solicitar PET-CT: O PET-CT pode ser útil apenas para massas >3 cm, pois sua sensibilidade e especificidade caem em lesões menores.
E) TIP de resgate: Quimioterapia de resgate só é indicada se houver evidência de doença ativa ou progressiva (marcadores elevados, crescimento da massa).

Estratégias para questões semelhantes:

Atente-se sempre:

  • Tamanho da massa residual (<3 cm) – ponto decisivo.
  • Marcadores tumorais negativos – indica ausência de atividade tumoral.
  • Regras de conduta são respaldadas por guidelines e sociedades científicas (AMB/CFM; UpToDate; NCCN).

Portanto, manter seguimento clínico-radiológico é a escolha mais segura e respaldada por evidências.

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