Paciente de 64 anos, sexo feminino, sem histórico de tabagis...

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Q3193627 Medicina
Paciente de 64 anos, sexo feminino, sem histórico de tabagismo, ECOG 1, portadora de adenocarcinoma de pulmão metastático para fígado, cT2 cN1 cM1c – EC IVB. NGS revelou mutação de inserção no éxon 20 do EGFR e PD-L1 por TPS de 60%. Sem outras driver mutations. Para essa paciente, qual das seguintes alternativas é mais adequada para primeira linha paliativa? 
Alternativas

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Tema central da questão: O caso aborda o tratamento de primeira linha paliativa para adenocarcinoma de pulmão metastático com mutação de inserção no éxon 20 do EGFR. Essas mutações representam um subtipo de CPNPC com resistência a inibidores de tirosina quinase (TKI) convencionais, exigindo abordagem terapêutica diferenciada.

Justificativa da alternativa correta (D): Amivantamabe + doublet de platina (carboplatina e pemetrexede) é a conduta recomendada na primeira linha para esse perfil mutacional. Amivantamabe é um anticorpo biespecífico anti-EGFR/MET, desenhado especificamente para superar a resistência dos TKIs em mutações de inserção no éxon 20 do EGFR.
Segundo atualização de indicação aprovada pela ANVISA: “RYBREVANT (amivantamabe) é indicado em combinação com carboplatina e pemetrexede, para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CPNPC localmente avançado ou metastático com mutações de inserção no Exon 20 ativadoras do receptor do EGFR.”
Os dados do estudo PAPILLON confirmam maior benefício clínico dessa combinação.

Análise das alternativas incorretas:

A) Osimertinibe + doublet de platina: O osimertinibe não é eficaz contra mutações de inserção no éxon 20, devido à resistência intrínseca dessas variantes à família dos TKIs.

B) Amivantamabe: O uso isolado do amivantamabe está indicado após falha de quimioterapia à base de platina, não como primeira linha.

C) Osimertinibe: Assim como a alternativa A, osimertinibe sozinho não tem indicação comprovada ou benefício esperado em situações de mutação de inserção no éxon 20 do EGFR.

E) Osimertinibe + lazertinibe: Essa combinação não tem aprovação ou respaldo científico para o cenário de inserção no éxon 20; é voltada a outros contextos de mutação EGFR sensível.

Dica estratégica: Em situações de alto PD-L1, lembre-se que imunoterapia isolada não é recomendada diante de mutação EGFR, principalmente em subtipos resistentes aos TKIs. O conhecimento do perfil molecular define a conduta e evita pegadinhas!

Resumindo: Opte por amivantamabe em combinação com doublet de platina nas mutações de inserção no éxon 20 do EGFR na primeira linha de tratamento do câncer de pulmão. Fique atento às atualizações das diretrizes e aos protocolos nacionais e internacionais.

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