Sobre carcinoma epidermoide de colo de útero, assinale a alt...
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Tema central: O carcinoma epidermoide de colo de útero é uma neoplasia maligna prevalente, cujo manejo terapêutico depende do estágio, da presença de doença localmente avançada, fatores de risco e expressão de biomarcadores. As alternativas abordam condutas atuais, baseadas em evidências e protocolos nacionais e internacionais.
Justificativa da alternativa INCORRETA (D):
O cemiplimabe é aprovado como terapia de segunda linha no câncer de colo do útero recorrente ou metastático, após falha à quimioterapia baseada em platina, independentemente da expressão de PD-L1. Segundo o estudo EMPOWER-Cervical 1 e aprovação da ANVISA, não existe exigência mínima de PD-L1 para uso. Portanto, a alternativa D está errada ao condicionar sua indicação à expressão de PD-L1 ≥1%.
Análise das alternativas corretas:
A) Pacientes tratadas com quimio + radio podem sim se beneficiar da adição de pembrolizumabe em protocolos de doença avançada, promovendo ganho de sobrevida livre de progressão e global, conforme dados do ensaio clínico KEYNOTE-826 e diretrizes recentes (NCCN, 2024).
B) Para pacientes operadas, a presença de alto risco (linfonodo positivo, margem comprometida ou paramétrio invadido) indica tratamento adjuvante combinado (radioterapia + quimioterapia), segundo as principais recomendações do Ministério da Saúde e do Projeto Diretrizes AMB/CFM.
C) Doença localmente avançada (estádios IIB-IVA) deve ser tratada com radioquimioterapia concomitante (às vezes seguida de braquiterapia), já que a cirurgia não oferece vantagens nestes casos. Trecho do PCDT corrobora: “As evidências científicas atuais orientam para tratamento combinado de radioterapia com quimioterapia.”
E) No câncer de colo de útero metastático, pembrolizumabe adicionado ao doublet de platina e bevacizumabe oferece benefício significativo em pacientes com PD-L1 ≥1%, segundo estudos de referência e o protocolo NCCN, capítulo de câncer de colo uterino 2023.
Dica de prova: Atenção especial a pegadinhas com biomarcadores! Cemiplimabe não exige PD-L1 avaliado, diferentemente do pembrolizumabe em primeira linha. Cuidado com termos absolutos (“sempre”, “apenas”) e condições não previstas nas diretrizes.
Resumo: A alternativa D está INCORRETA, pois limita indevidamente a indicação de cemiplimabe. Todas as demais refletem práticas recomendadas e atualizadas de oncologia ginecológica.
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