De acordo com o INCA, 1130 novos casos de câncer de pênis f...
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Tema central: A questão aborda o tratamento do câncer de pênis estágio T1b, caracterizado por invasão do tecido conectivo subepitelial associada à invasão linfovascular. Estes fatores indicam maior risco de disseminação da doença, sendo fundamental reconhecer o estágio correto conforme as diretrizes do INCA e sociedades urológicas para decisões terapêuticas acertadas.
Justificativa da alternativa correta (B): Glandectomia, com ou sem amputação ou reconstrução é o tratamento recomendado para tumores T1b. De acordo com o INCA: “A presença de invasão linfovascular (...) classifica o tumor como T1b (...), situações que apresentam risco aumentado de metástase linfonodal”, sendo necessária abordagem mais agressiva que lesões superficiais. A glandectomia permite retirar todo o foco tumoral da glande, reduzindo a chance de recidiva e viabilizando preservação funcional e, quando possível, estética (com reconstrução). Em tumores de maior extensão local, pode ainda ser indicado ampliar o procedimento para amputação parcial ou total, levando-se em conta função e margem oncológica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Excisão local ampla: Inadequada para tumores com invasão linfovascular, pois não garante margens oncológicas seguras nem reduz o risco de metástase. Esse procedimento se restringe a lesões premalignas ou carcinoma in situ (Ta-T1a).
C) Amputação total: Exagerada para T1b isoladamente; reserva-se para tumores extensos ou localmente avançados, nos quais a preservação peniana é inviável.
D) Amputação parcial: Faltou especificidade e não responde ao espectro do T1b, que nem sempre necessita dessa medida extensa. A amputação parcial é opcional caso haja comprometimento além da glande.
E) Cirurgia de resgate com tratamento poupador: Incorreta, pois está reservada para recidivas pequenas e tumores superficiais onde há menor risco de disseminação; não se aplica a T1b pelo risco linfovascular.
Dica de prova: Busque, nas alternativas, os termos que “dimensionam” o grau de agressividade do tratamento ao estágio descrito. O T1b sempre exige manejo acima das técnicas conservadoras, ainda que pondere-se a função peniana.
Segundo o INCA: “Estágio IIA: T1b (...). Abordagem inclui glandectomia, podendo requerer procedimentos mais amplos conforme extensão.”
Referências recomendadas: INCA (Guia de Tumores Urológicos), Sociedade Brasileira de Urologia (Diretrizes 2023), UpToDate.
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