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Q3547486 Medicina
Quanto ao diagnóstico e tratamento da hipertensão renovascular (HRV), é incorreto afirmar:
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Tema central: Hipertensão renovascular (HRV) por estenose de artéria renal (EAR) causa ativação do SRAA, retenção salina e hipertensão secundária. Suspeitar em: hipertensão resistente, piora de creatinina após IECA/BRA, sopro abdominal, edema pulmonar “flash”, rim assimétrico/atrófico.

Alternativa incorreta (Gabarito: B): Tratamento somente com anti-hipertensivos “exclui” necessidade de endovascular e promove melhor controle da PAD no seguimento.

Por quê? A terapia medicamentosa ótima (TMO) é primeira linha na maioria, mas não exclui revascularização nos casos selecionados (hipertensão refratária, edema pulmonar recorrente, declínio progressivo da função renal em EAR bilateral ou rim único). Ensaios ASTRAL, STAR e CORAL mostraram que o stent não é superior rotineiramente à TMO, porém há indicações específicas para intervenção. Além disso, não há evidência de que TMO isolada “promova melhor controle de PAD” em comparação com revascularização; no CORAL, a diferença pressórica foi mínima. (Harrison’s; UpToDate; AHA 2017; ESH 2023).

Análise das demais alternativas

A. Verdadeira. A arteriografia renal (com subtração digital) é o padrão-ouro para diagnóstico de EAR, permitindo avaliação anatômica precisa e possibilidade de intervenção no mesmo ato. (Harrison’s; UpToDate)

C. Verdadeira. Tomografia (angio-TC) e ressonância (angio-RM) são métodos não invasivos com alta acurácia para EAR; sua capacidade diagnóstica varia conforme técnica e população. Em prática de concursos, admite-se que identificam a doença em parcela substancial (≈50%) dos casos de HRV suspeita, enquanto o restante pode demandar Doppler de qualidade ou arteriografia por limitações técnicas/calcificações. (AHA 2017; ESH 2023)

D. Verdadeira com ressalvas clínicas. A angioplastia transluminal percutânea pode trazer benefício hemodinâmico (controle pressórico/edema pulmonar) mesmo com atrofia renal, se houver parênquima viável (p.ex., rim >7–8 cm, resistência intrarrenal não muito elevada). A recuperação de função é menos provável, mas controle pressórico e redução de internações podem ocorrer em casos selecionados. (UpToDate; ESH 2023)

E. Verdadeira. A arteriografia com possibilidade de angioplastia está indicada quando há refratariedade à TMO, edema pulmonar recorrente, deterioração da função renal por EAR bilateral/solitário, ou declínio acelerado da TFG. (AHA 2017; ESH 2023)

Dicas de prova:

  • Padrão-ouro” quase sempre aponta para arteriografia.
  • Palavras como “exclui” ou “sempre” costumam sinalizar erro em cenários onde há indicações selecionadas para intervenção.
  • Indicações de revascularização: refratariedade, edema pulmonar flash, queda progressiva da função em EAR bilateral/solitário.

Resumo prático: TMO é a base; imagem não invasiva (Doppler/angio-TC/angio-RM) para suspeita; arteriografia é padrão-ouro e permite tratar; revascularizar em casos selecionados.

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