Na hipertensão temos as urgências hipertensivas, o clínico ...
Na hipertensão temos as urgências hipertensivas, o clínico deve saber manejar o paciente mesmo que esteja em uma unidade de atenção básica ou unidade da estratégia da família, sobre este assunto, analise as alternativas e assinale a correta:
I - A encefalopatia hipertensiva pode envolver insuficiência da autorregulação cerebral do fluxo sanguíneo. Normalmente, à medida que a pressão arterial aumenta, os vasos cerebrais desenvolvem constrição para manter a perfusão cerebral constante. Acima de uma pressão arterial média (PAM) de cerca de 160 mmHg (mais baixa em normotensos nos quais a pressão arterial aumenta subitamente), os vasos cerebrais dilatam-se em vez de permanecerem constritos. Em consequência, a pressão arterial muito elevada é transmitida diretamente ao leito capilar, com transudação e exsudação de plasma para o cérebro, provocando edema cerebral, incluindo papiledema.
II - Embora muitos portadores de acidente vascular encefálico e hemorragia intracraniana manifestem elevação da pressão arterial, esse achado é geralmente a consequência, e não a causa da lesão. Não está esclarecido se a redução rápida da pressão arterial é benéfica nessa condição, podendo até ser prejudicial.
III - A pressão arterial muito elevada (p. ex., pressão sistólica > 180 mmHg), sem lesão de órgão-alvo (com exceção, talvez, de retinopatia graus 1 e 2), pode ser considerada urgência hipertensiva. A pressão arterial nesses níveis muito altos geralmente preocupa o médico, porém, há pouca probabilidade de complicações agudas, de modo que não há necessidade de redução imediata da pressão arterial.