Rio, podem dizer o que quiser, Mas o xodó do povo é o Rio. C...

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Ano: 2009 Banca: FUNRIO Órgão: DEPEN Prova: FUNRIO - 2009 - DEPEN - Agente Penitenciário |
Q318543 Português
Rio, podem dizer o que quiser, Mas o xodó do povo é o Rio. Casa do samba e do amor, do Redentor, Louvado seja o Rio.

Sobre os versos iniciais da canção “Delírio dos Mortais”, de Djavan, é correto afirmar que a concordância verbal do trecho “podem dizer o que quiser” é:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: No trecho "podem dizer o que quiser", a concordância cobrada é normativa: se o mesmo sujeito elíptico/genérico é retomado nos dois verbos, a forma subsequente deve concordar com o plural já marcado em "podem". Por isso, a forma esperada é "quiserem", e a questão trata "quiser" como desvio de concordância, o que confirma a alternativa E.

Tema central: concordância verbal
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque sujeito oculto ou elíptico não torna a concordância facultativa. Mesmo sem sujeito expresso, a flexão verbal deve concordar com o referente implícito. Aqui, o problema não é a ausência de sujeito lexical, mas o desajuste entre o plural de "podem" e o singular de "quiser".
B
Errada
Está errada porque a ideia genérica ou não identificada do sujeito explica a forma "podem dizer", mas não legitima "quiser". Indeterminação do sujeito e concordância verbal são planos diferentes: o sujeito pode ser genérico, mas, uma vez recuperado como plural, a forma subsequente esperada continua sendo "quiserem".
C
Errada
Está errada porque atribui ao sujeito indeterminado uma regra inadequada. No próprio trecho, a indeterminação aparece com verbo na 3ª pessoa do plural, em "podem". Além disso, a alternativa não enfrenta o ponto decisivo da questão, que é a falta de concordância entre esse plural e a forma "quiser".
D
Errada
Está errada porque o trecho não oferece base sintática para classificar a ocorrência como concordância estilística por mistura de tratamento. O ponto cobrado não é alternância entre formas de tratamento, mas a concordância verbal entre dois verbos ligados ao mesmo sujeito implícito.
E
Certa
A alternativa E se sustenta porque a leitura sintática mais direta projeta para "quiser" o mesmo referente implícito de "podem dizer". Se esse sujeito está em 3ª pessoa do plural, a concordância exigida pela norma-padrão é "quiserem". Assim, a forma "quiser" rompe a concordância esperada no encadeamento verbal e, na moldura normativa adotada pela questão, deve ser corrigida.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre sujeito indeterminado/genérico e liberdade de flexão verbal: muitos candidatos aceitam "quiser" por causa do tom poético ou do valor genérico de "podem dizer", mas a questão pede julgamento normativo de concordância.
Dica para questões semelhantes
  • Se dois verbos compartilham o mesmo sujeito implícito, confira se ambos estão flexionados de acordo com esse mesmo referente.
  • Não confunda indeterminação do sujeito com licença para variar a pessoa ou o número do verbo na sequência.
  • Quando a questão cobrar sintaxe normativa, o caráter poético ou coloquial do texto não afasta a exigência de concordância padrão.

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Comentários

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Nunca ouvi falar em Concordancia verbal viciosa , mas acredito que esteja relacionada a uma maneira errada de escrever , como um vicio popular de escrever. Se alguem souber mais detalhes seria interessante entender esta questão .
Mas como vc chegou a "ELES"? Pq o verbo na 3ª Pessoa do Plural o sujeito fica indeterminado, devendo o verbo permancer o singular...

Podem dizer... quem podem dizer? alguém que não sabemos quem é... Por isso o sujeito é indeterminado.... Será que este gabarito não está errado?
O infinitivo tem sujeito próprio e diferente do sujeito da oração anterior: a concordância é obrigatória.

- O gerente mandou os chefes de seção resolverem o problema da melhor forma possível.
- O aumento no preço dos combustíveis fez as taxas de frete subirem acima da inflação.
- O policial não viu os bandidos pularem o muro.
Pronome relativo QUE:

O Verbo concorda com o termo antecedente.

Rio,  (eles) Sujeito oculto podem dizer o que quiser (tem que concordar com o termo antecedente podem) , mas o xodó do povo é o Rio.

O Correto:

Rio, podem dizer o que quiserem, mas o xodó do povo é o Rio.

Eu creio que a análise dessa questão seja dessa forma, no caso quiser concordar com eles podem.
Vcs estão acrescentando informações na oração que não foi fornecida. Pq se puder acrescentar informação que não foi passada, nunca existirá sujeito indeterminado pelo verbo na 3ª Pessoa do Plural. Ex. Arranharam meu carro. Sujeito indeterminado. Agora, se eu puder acrescentar informações o sujeito passa a ser Determinado, Eles arranharam meu carro, entretanto, não posso acrescentar este eles, pq eu não sei se foram eles, ou se foi ela.

Da mesma forma está acontecendo nesta questão, estão acrescentando informações "ELES" para forçar uma concordância.

Mas agora descobri...

O que acontece é o seguinte: Rio, podem dizer o que quiser... "o que quiser" é o sujeito da oração e como sujeito, deve-se concordar com o verbo "quiser"... Rio, podem dizer "isso", então colocando na ordem correta fica: O que QUISEREM PODEM dizer...

E não como o pessoal ta acrescentando ELES. Acréscimo de informações é errado... 

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