O sinal do colar de pérolas (pearl necklace sign) encontrado...

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Q3831478 Radiologia
O sinal do colar de pérolas (pearl necklace sign) encontrado em um estudo de ressonância magnética está relacionado à 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Na RM/MRCP, o "pearl necklace sign" é um achado clássico de adenomiomatose da vesícula biliar, pois reflete múltiplos seios de Rokitansky-Aschoff intramurais preenchidos por bile; por isso, diante desse sinal no enunciado, a alternativa correta é a A.

Tema central: Adenomiomatose da vesícula biliar
Análise das alternativas
A
Certa
Na adenomiomatose da vesícula biliar há espessamento da parede com formação de seios de Rokitansky-Aschoff intramurais. Na RM/MRCP, quando essas pequenas cavidades estão preenchidas por bile e se alinham ao longo da parede vesicular, produzem o aspecto em "colar de pérolas". Esse é o fundamento morfológico específico do sinal citado, o que vincula diretamente a alternativa A ao achado descrito.
B
Errada
Colecistite enfisematosa não é definida por cavidades intramurais biliares, e sim por gás na parede ou no lúmen da vesícula. O critério imagiológico decisivo aqui é diferente: na enfisematosa, o marcador é gás, melhor reconhecido especialmente em TC ou radiografia, não o "pearl necklace sign" relacionado aos seios de Rokitansky-Aschoff.
C
Errada
Na colangite esclerosante primária, o padrão de imagem é ductal, com estenoses multifocais e dilatações interpostas das vias biliares, gerando aspecto em "beading". A exclusão desta alternativa depende da topografia e do mecanismo: trata-se de doença dos ductos biliares, enquanto o "pearl necklace sign" é um achado intramural da parede da vesícula biliar.
D
Errada
Coledocolitíase com dilatação do colédoco produz cálculo ou defeito de enchimento no colédoco e dilatação biliar a montante. Isso é um achado ductal/luminal. Não há formação de múltiplas pequenas cavidades intramurais na parede vesicular, que é justamente a base anatômica do "pearl necklace sign".
E
Errada
Colecistite alitiásica pode mostrar distensão da vesícula, espessamento parietal, líquido perivesicular e lama biliar, mas esses são achados inflamatórios inespecíficos. O erro da alternativa é atribuir a ela um sinal que depende especificamente da presença de seios de Rokitansky-Aschoff, característica da adenomiomatose, e não da colecistite alitiásica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre o "pearl necklace sign" da adenomiomatose da vesícula e padrões biliares que também sugerem múltiplas "contas", especialmente o "beading" da colangite esclerosante primária; o critério para não cair nisso é lembrar que o primeiro é intramural vesicular e o segundo é ductal.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado citar "pearl necklace sign" em RM/MRCP, pense primeiro em seios de Rokitansky-Aschoff e adenomiomatose da vesícula biliar.
  • Separe achados intramurais da vesícula de achados ductais das vias biliares; essa distinção elimina confusões com colangite esclerosante e coledocolitíase.
  • Espessamento de parede vesicular isoladamente não define adenomiomatose; o sinal decisivo é a visualização das pequenas cavidades intramurais preenchidas por bile.

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