Na síndrome nefrótica, a perda de proteínas pela urina leva ...

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Q4239309 Veterinária
Na síndrome nefrótica, a perda de proteínas pela urina leva a diversas alterações circulatórias, como
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na síndrome nefrótica, a proteinúria importante leva à perda de albumina e de antitrombina III; isso reduz a pressão oncótica plasmática, causando edema cavitário e subcutâneo, e favorece hipercoagulabilidade e trombose, o que torna a alternativa C correta.

Tema central: Síndrome nefrótica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada em ambos os pontos. O edema nefrótico não é explicado principalmente por hipertensão arterial, mas por queda da pressão oncótica plasmática secundária à hipoalbuminemia. Também erra ao propor tendência hemorrágica por perda de fatores pró-coagulantes, porque a alteração hemostática típica da síndrome nefrótica é hipercoagulabilidade com tendência à trombose, especialmente pela perda de antitrombina III.
B
Errada
A anemia não é a alteração circulatória definidora da síndrome nefrótica nesta questão. Além disso, o edema não decorre primariamente de aumento de permeabilidade vascular, e sim da redução da pressão oncótica plasmática por hipoalbuminemia. A alternativa troca um mecanismo hemodinâmico clássico por um mecanismo inflamatório que não é o central aqui.
C
Certa
A alternativa C acerta os dois mecanismos fisiopatológicos cobrados. O edema da síndrome nefrótica decorre principalmente da diminuição da pressão oncótica plasmática por perda de albumina na urina. Além disso, a perda urinária de antitrombina III reduz a anticoagulação natural e favorece estado pró-trombótico. Portanto, ela associa corretamente edema por hipoalbuminemia e trombose por perda de antitrombina III.
D
Errada
A primeira parte, sobre hipercoagulabilidade e tendência à trombose, é compatível com a síndrome nefrótica. O erro está em fazer da trombose e do aumento da pressão hidrostática sistêmica o mecanismo do edema cavitário e subcutâneo. Na síndrome nefrótica, o mecanismo principal cobrado para o edema é a diminuição da pressão oncótica plasmática por perda de albumina, não aumento hidrostático sistêmico secundário à trombose.
E
Errada
Está incorreta porque atribui o edema a hemoconcentração, estase sanguínea e aumento da pressão hidrostática. Esse não é o mecanismo fisiopatológico central do edema nefrótico. O critério decisivo é a hipoalbuminemia com queda da pressão oncótica plasmática, que favorece extravasamento de líquido para interstício e cavidades.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre edema por queda da pressão oncótica e edema por aumento da pressão hidrostática, além da troca entre tendência trombótica da síndrome nefrótica e uma falsa tendência hemorrágica.
Dica para questões semelhantes
  • Em síndrome nefrótica, ligue proteinúria importante a hipoalbuminemia e queda da pressão oncótica como mecanismo central do edema.
  • Quando a questão perguntar sobre coagulação na síndrome nefrótica, pense em perda de antitrombina III e estado pró-trombótico, não em sangramento.
  • Se a alternativa explicar o edema nefrótico principalmente por hipertensão arterial, pressão hidrostática sistêmica ou permeabilidade vascular, ela contraria o mecanismo clássico cobrado.

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