A hemoncose é uma doença parasitária importante para pequeno...

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Q4239308 Veterinária
A hemoncose é uma doença parasitária importante para pequenos ruminantes, causada pelo Haemonchus contortus, que é um nematódeo gastrointestinal hematófago que parasita o abomaso desses animais. Entre os sinais clínicos mais comuns da hemoncose estão a anemia e o edema subcutâneo, que, na maioria das vezes, se apresenta na forma de “papeira”. Os edemas sistêmicos observados nessa doença ocorrem pelo seguinte mecanismo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério médico central é a hipoalbuminemia secundária ao parasitismo hematófago de Haemonchus contortus no abomaso, que reduz a pressão coloidosmótica plasmática e favorece a passagem de líquido para o interstício. Esse mecanismo fisiopatológico é o que define o edema sistêmico da hemoncose e sustenta o gabarito B.

Tema central: Edema na hemoncose
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o edema da hemoncose não decorre primariamente de aumento da pressão hidrostática capilar. Anemia, por si só, não é mecanismo de elevação hidrostática que explique esse quadro, e o enunciado não sustenta redução de síntese hepática de proteínas como causa principal. O ponto central é perda proteica/albumínica pelo parasitismo hematófago, com queda da pressão coloidosmótica.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve a fisiopatologia típica da hemoncose: a perda proteica e de albumina causada pelo Haemonchus contortus leva à queda da pressão coloidosmótica intravascular, aumentando a filtração capilar e reduzindo a reabsorção de fluido. Isso explica o edema subcutâneo clássico, inclusive a “papeira”, e é o mecanismo determinante, ao contrário das opções que atribuem o quadro a aumento hidrostático ou inflamação local.
C
Errada
Está errada porque lesão de mucosa abomasal pode existir localmente, mas não é o mecanismo predominante do edema sistêmico típico da hemoncose. O quadro clássico com “papeira” aponta para hipoproteinemia/hipoalbuminemia e alteração das forças de Starling, não para aumento difuso da permeabilidade microvascular como mecanismo principal.
D
Errada
Está errada por inversão fisiopatológica. A perda severa de sangue e proteínas plasmáticas não aumenta a pressão oncótica; ao contrário, reduz a pressão coloidosmótica plasmática, especialmente pela perda de albumina. O edema ocorre pela queda, e não pelo aumento, da pressão oncótica.
E
Errada
Está errada porque mediadores locais com vasodilatação e aumento de permeabilidade pertencem ao mecanismo de edema inflamatório focal, não ao mecanismo principal do edema sistêmico observado na hemoncose. Aqui, o achado decisivo é a espoliação sanguínea/proteica pelo H. contortus, que gera hipoalbuminemia e baixa oncose plasmática.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre edema por inflamação ou por aumento de pressão hidrostática versus edema por queda da pressão oncótica plasmática; na hemoncose, a “papeira” clássica aponta para hipoproteinemia/hipoalbuminemia.
Dica para questões semelhantes
  • Se o parasita é hematófago e o quadro traz anemia com edema submandibular, pense primeiro em hipoproteinemia/hipoalbuminemia.
  • Para edema sistêmico em pequenos ruminantes com hemoncose, o mecanismo-chave é queda da pressão coloidosmótica plasmática, não inflamação local.
  • Revise a direção correta das forças de Starling: hipoalbuminemia aumenta a filtração para o interstício e reduz a reabsorção capilar.

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