Considere-se a hipotética situação: Um rebanho de vacas bov...

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Q4239300 Veterinária
Considere-se a hipotética situação:

Um rebanho de vacas bovinas, com idade aproximada de 5 anos, todas com histórico de parição, chegaram recentemente a uma propriedade em Castanhal. Os animais eram provenientes de uma fazenda da região de Paragominas. Ao exame clinico, constatou-se que todos os animais apresentavam estados de normalidade e com escore corporal igual a 2 (dois) e a grande maioria com bezerros ao pé. No exame ginecológico, observaram-se mucosas vaginais bastante hipocoradas, com cérvice completamente fechado e seco. À palpação retal, os úteros do rebanho se mostravam assimétricos e bastante flácidos. Ambos ovários demonstravam tamanho diminuído, com superfície lisa e sem nenhuma estrutura palpável. O proprietário relatou que, até então, não havia observado nenhuma sintomatologia de cio nesses animais.

Diante do exposto, o diagnostico reprodutivo desse rebanho é
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A decisão depende de reconhecer que, em vacas adultas e previamente férteis, ovários pequenos, lisos e sem estruturas palpáveis, no contexto de anestro e baixa condição corporal, indicam inatividade ovariana adquirida; por isso, o quadro se enquadra em hipotrofia ovariana e afasta as hipóteses congênitas bilaterais.

Tema central: Inatividade ovariana adquirida
Análise das alternativas
A
Errada
Hipoplasia ovariana bilateral é condição de desenvolvimento/congênita. Como o enunciado informa vacas com histórico de parição, esse diagnóstico não explica o quadro atual. O erro é confundir ovário pequeno por inatividade adquirida com ovário subdesenvolvido congênito.
B
Errada
Fibrose ovariana não é a descrição típica fornecida. A base do caso aponta ovários diminuídos, lisos e sem estruturas palpáveis em contexto de anestro funcional/inatividade ovariana, sem sustentação para afirmar fibrose ovariana como diagnóstico do enunciado.
C
Errada
Ovários infantis bilaterais correspondem a persistência de estado pré-puberal ou desenvolvimento insuficiente. Isso é incompatível com vacas de aproximadamente 5 anos que já pariram, o que afasta essa hipótese.
D
Errada
Aplasia ovariana bilateral implica ausência de desenvolvimento ovariano, o que não se compatibiliza com animais que já tiveram gestação e parto. Aqui, o quadro é de involução funcional, não de ausência congênita de ovários.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o enunciado descreve vacas pluríparas, com bezerro ao pé, escore corporal 2, sem cio, com cérvice fechada e seca, além de ovários diminuídos, lisos e sem estruturas palpáveis. Esse conjunto é compatível com inatividade ovariana/adinamia, classificada na questão como hipotrofia ovariana. O histórico de parição prévia é o dado que afasta defeitos bilaterais de desenvolvimento como explicação principal do achado.
Pegadinha da questão
A banca explora a semelhança entre ovário pequeno e liso por inatividade adquirida e alterações congênitas. O dado que desfaz a confusão é o histórico de parição, somado ao contexto de vacas magras, lactantes e sem cio.
Dica para questões semelhantes
  • Antes de valorizar o tamanho do ovário, cheque se houve fertilidade prévia: parição prévia praticamente afasta aplasia, hipoplasia e ovários infantis bilaterais como causa principal.
  • Em bovinos no pós-parto, associe bezerro ao pé e baixo escore corporal com anestro funcional quando os ovários estiverem pequenos, lisos e sem estruturas palpáveis.
  • Ovário liso e sem corpo lúteo ou folículos palpáveis indica ausência de atividade cíclica; o contexto clínico define se isso é alteração adquirida ou defeito de desenvolvimento.

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