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Q812403 Medicina
De acordo com as Diretrizes brasileiras para o manejo da DPOC, uma vez confirmado o diagnóstico da DPOC, recomenda-se uma série de avaliações. Sobre as avaliações, assinale a alternativa incorreta:
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Tema central: Avaliação multidimensional inicial do paciente com DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), com ênfase em parâmetros clínicos, laboratoriais e funcionais conforme as principais diretrizes brasileiras.

Gabarito: Alternativa A (INCORRETA)

Justificativa da alternativa INCORRETA (A):
A alternativa afirma que “valores superiores a 25 kg/m²” de IMC estão associados a pior prognóstico na DPOC. Este é um erro conceitual clássico e bastante comum em provas. O correto, segundo as Diretrizes Brasileiras para o Manejo da DPOC (SBPT, 2023), é que IMC baixo, especialmente inferior a 21 kg/m² está associado a pior evolução e maior risco de mortalidade. Valores ≥25 kg/m² não são fator de mau prognóstico; em muitos estudos, o “paradoxo da obesidade” demonstra maior sobrevida em pacientes com IMC mais elevado.

“...IMC baixo, especialmente abaixo de 21 kg/m², associa-se a pior prognóstico na DPOC.” (SBPT, 2023, Seção VI)

Análise das alternativas CORRETAS:

B) Correta. Todo paciente com DPOC deve realizar dosagem de alfa1-antitripsina uma vez na vida. Isso busca identificar a deficiência genética, conforme orienta a OMS, importante sobretudo em casos de início precoce ou ausência de fatores de risco clássicos.
Estratégia de prova: Atenção a “todos os pacientes”—é conduta universal, não restrita.

C) Correta. A gasometria arterial na avaliação inicial só deve ser realizada em cenários específicos: VEF1 < 50% previsto, saturação < 92% em repouso ou sinais clínicos de hipoxemia, alinhado às diretrizes da SBPT e Ministério da Saúde.

D) Correta. Eletrocardiograma e ecocardiograma são indicados se houver suspeita de hipertensão pulmonar/cor pulmonale ou dispneia desproporcional à função pulmonar, visando detecção de complicações cardíacas.

E) Correta. O teste de caminhada de seis minutos é ferramenta validada para avaliação da capacidade funcional do paciente com DPOC, refletindo impacto sintomático e auxiliando no seguimento.

Dicas para provas:
– Atenção ao uso da palavra “INCORRETA” no enunciado.
– Termos absolutos ou superlativos (“todos”, “sempre”, “nunca”) costumam ser pegadinhas, mas, neste contexto, estão de acordo com recomendações oficiais.
– Busque os termos-chave, como IMC e alfa1-antitripsina, e relacione com fisiopatologia e prognóstico da DPOC.

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A alternativa incorreta é a letra B. A dosagem de alfa1-antitripsina não é necessária em todos os pacientes com DPOC, mas apenas naqueles com idade inferior a 45 anos, com história familiar de deficiência de alfa1-antitripsina ou com doença pulmonar obstrutiva sem causa aparente, para detectar a deficiência genética. É uma avaliação importante, pois a deficiência de alfa1-antitripsina pode levar a uma forma precoce e grave de enfisema, além de outras doenças hepáticas.

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