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Q4239297 Veterinária
De acordo com os princípios do controle do ciclo estral para fins de uso dos protocolos de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF), em ovinos, tais princípios podem se basear na manipulação das duas principais fases (proliferativa e luteínica) que regulam este ciclo. Nesse sentido, é correto afirmar que
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que resolve a questão é distinguir a ação dos fármacos no protocolo de IATF em ovinos: o implante/progestágeno mantém artificialmente um estado de fase luteínica, sua retirada encerra esse bloqueio, a eCG estimula crescimento folicular e ovulação, e a prostaglandina promove luteólise, não prolongamento luteal. Como as alternativas giram em torno de retirada do implante, prostaglandina e eCG, a única compatível com essa lógica é a B.

Tema central: Sincronização estral ovina
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque descreve prolongamento de ambas as fases, o que não corresponde à lógica do protocolo. Além disso, associa a prostaglandina a uma estratégia incompatível com sua ação farmacológica: PGF2α não prolonga fase luteínica nem fase proliferativa; ela induz luteólise quando há corpo lúteo funcional.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque é a única que associa a retirada do implante ao uso de eCG, que é o ponto farmacológico compatível com protocolos de sincronização em ovinos. O implante com progestágeno mantém artificialmente a fase luteínica; quando ele é retirado, ocorre a saída desse bloqueio, e a eCG atua favorecendo o desenvolvimento folicular, a manifestação de estro e a ovulação sincronizada. A redação da alternativa não é a formulação fisiológica mais precisa, porque a eCG não encurta diretamente a fase lútea, mas, entre as opções oferecidas, é a única sem o erro central de atribuir à prostaglandina efeito de prolongamento da fase lútea.
C
Errada
Está errada por contrariar diretamente a fisiologia reprodutiva e a farmacologia. O prolongamento da fase luteínica é feito pelo progestágeno do implante, não pela prostaglandina. A PGF2α tem efeito oposto: promove regressão do corpo lúteo e, portanto, encurta a fase luteínica.
D
Errada
Está errada porque, embora use uma formulação mais elaborada, mantém o erro decisivo: vincula retirada do implante e prostaglandina a prolongamento da fase lútea. Isso é incompatível com a ação luteolítica da PGF2α. O erro farmacológico exclui a alternativa.
E
Errada
Está errada porque desloca o princípio do protocolo para prolongamento da fase proliferativa, quando o fundamento correto é o prolongamento artificial da fase luteínica com progestágeno, seguido de transição para a fase folicular. Embora a prostaglandina realmente encurte a fase lútea por luteólise, a construção global da alternativa não corresponde ao princípio central da sincronização descrito na base.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre os papéis do progestágeno, da prostaglandina e da eCG: progestágeno prolonga artificialmente o estado luteal, prostaglandina causa luteólise e eCG estimula a dinâmica folicular após a retirada do implante.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique qual droga mantém artificialmente a fase luteínica: nos protocolos com implante, esse papel é do progestágeno.
  • Se a alternativa disser que prostaglandina prolonga fase lútea, elimine: seu efeito é luteolítico quando há corpo lúteo responsivo.
  • Na retirada do implante, pense em retomada folicular e ovulação; é nesse ponto que a eCG se encaixa.
  • Quando a redação da alternativa correta estiver imperfeita, compare pelos erros centrais das demais, especialmente os erros de mecanismo farmacológico.

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