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Q812395 Medicina
Sobre a radiografia de tórax e o eletrocardiograma (ECG), no diagnóstico do TEP (tromboembolismo pulmonar), assinale a alternativa incorreta:
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Tema central: O foco da questão é o papel da radiografia de tórax e do eletrocardiograma (ECG) no diagnóstico do tromboembolismo pulmonar (TEP), identificando suas limitações e achados frequentes.

Análise da alternativa INCORRETA (D):
A alternativa D afirma: "É comum o ECG ser normal no TEP, às vezes, a única alteração é a presença de taquicardia sinusal." Essa afirmação está incorreta. A taquicardia sinusal é, na verdade, o achado mais frequente ao ECG em pacientes com TEP, presente em cerca de 70-75% dos casos (Jornal Brasileiro de Pneumologia). É incomum o ECG ser totalmente normal diante de TEP sintomático. Destacar apenas a normalidade quase como regra é um erro frequente em concursos.

Análise das alternativas corretas:

A) Correta: A radiografia pode ser normal em muitos casos de TEP. Quando não há explicação para a dispneia e a radiografia é normal, a suspeita clínica de TEP deve ser fortalecida. Isso é respaldado pelas recomendações do Protocolo Colaborativo Síndrome Coronariana Aguda.

B) Correta: Os achados radiológicos mais comuns, como atelectasias laminares nas bases, elevação do diafragma e pequeno derrame pleural, são mais frequentes do que sinais clássicos (ex: corcova de Hampton), mas são inespecíficos.

C) Correta: A radiografia de tórax é de pouco valor para fechar o diagnóstico de TEP, sendo usada principalmente para descartar outros diagnósticos diferenciais (como pneumonia ou insuficiência cardíaca). Também é útil para interpretar cintilografia de perfusão. (Diretrizes SBPT).

E) Correta: Além do clássico padrão S1Q3T3, o TEP pode gerar sobrecarga de câmaras direitas no ECG: desvio do eixo QRS para a direita, inversão das ondas T em V1-V3, bloqueio de ramo direito e outros sinais que indicam gravidade (TEP maciço).

Destaque estratégico para concursos: Fique atento à expressão "comum" e "às vezes, a única alteração" — são pegadinhas clássicas! Reforce em seus estudos: a ausência de alterações no ECG é a exceção e, quando presente, a taquicardia sinusal é a alteração mais esperada.

Segundo o PCDT de TEP:
“Os principais achados eletrocardiográficos são taquicardia sinusal, sinais de sobrecarga do ventrículo direito e padrão S1Q3T3.”

Resumo final: A alternativa D é incorreta por minimizar a frequência das alterações ao ECG, enquanto as demais refletem exatamente os achados descritos em protocolos e diretrizes.

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Comentários

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O TEP é uma condição médica grave que pode levar à morte se não for tratada adequadamente. A radiografia de tórax e o ECG são importantes ferramentas para o seu diagnóstico, mas é importante destacar que a alternativa B está incorreta, pois os achados mais comuns na radiografia de tórax no TEP são opacidades em forma de cunha nos segmentos lobares afetados pelos êmbolos, que podem resultar em um aumento da vascularização pulmonar. Além disso, é importante ressaltar que a alternativa D está correta, pois é comum que o ECG seja normal no TEP, sendo que a taquicardia sinusal é a única alteração encontrada em alguns casos. Os sinais de sobrecarga direita ao ECG, como o padrão S1-Q3-T3 e o desvio do eixo QRS para a direita, são variáveis e podem ser encontrados em pacientes com TEP maciça.

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