Sobre as recomendações para a utilização do dímero D, no di...
Sobre as recomendações para a utilização do dímero D, no diagnóstico do TEP (tromboembolismo pulmonar), analise as sentenças abaixo e assinale a alternativa correta:
I. Um teste negativo, por qualquer método exclui TEP em pacientes com baixa probabilidade clínica.
II. Um teste negativo, por qualquer método exclui TEP em pacientes com moderada probabilidade clínica.
III. O dímero D não deve ser usado em pacientes com alta probabilidade clínica.
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Gabarito: E) Apenas I e III estão corretas
Tema central da questão: O uso do dímero D no diagnóstico do tromboembolismo pulmonar (TEP) deve sempre ser guiado pela probabilidade clínica pré-teste. A interpretação correta desse exame é fundamental para evitar diagnósticos incorretos e condutas inadequadas.
Justificativa da alternativa correta:
Sentença I: Correta. Segundo o Consenso da Sociedade Brasileira de Cardiologia: “A dosagem de Dímero-D está indicada apenas em pacientes com probabilidade clínica baixa ou intermediária para TEP. Nestes casos, Dímero-D negativo exclui a possibilidade de TEP.” Em pacientes com baixa probabilidade clínica, um teste negativo (principalmente ELISA ou de alta sensibilidade) é suficiente para afastar TEP, graças ao alto valor preditivo negativo do exame neste grupo.
Sentença III: Correta. O dímero D não deve ser solicitado em pacientes de alta probabilidade clínica. O valor preditivo negativo do teste é insuficiente neste contexto. Nesses casos, exames de imagem são indicados diretamente. Segundo consenso intersociedades espanhol: “Se recomienda no realizar una determinación de dímero D en pacientes con probabilidad clínica alta para TEP.”
Análise das alternativas incorretas:
Sentença II: Incorreta. Embora em casos de probabilidade moderada alguns métodos de dímero D possam ter utilidade, não são todos os métodos que excluem TEP de forma segura. Apenas métodos de alta sensibilidade (como ELISA) possuem uso validado neste contexto. Testes menos sensíveis não são adequados para afastar TEP nesse grupo, diferentemente do afirmado.
Estratégias de prova e conceitos-chave:
- Sempre relacione o dímero D com a probabilidade clínica do paciente.
- Observe termos absolutos como “por qualquer método”, pois podem indicar pegadinhas.
- Em alta probabilidade clínica, skip o dímero D e vá direto para exames confirmatórios de imagem.
Referências:
Consenso SBC (Diagnóstico do TEP); Consenso intersociedades espanhol; Jornal Brasileiro de Pneumologia; Manual de Medicina Interna de Goldman & Cecil.
Resumo final: Marque alternativa E. O dímero D só exclui TEP com segurança em baixa probabilidade clínica e não deve ser usado em suspeita alta.
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