Paciente de 28 anos, traz à consulta seu citopatológico (CP)...
Qual a melhor conduta segundo as Diretrizes Brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero (INCA)?
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Tema central: manejo de LIE-BG (LSIL) no rastreamento do câncer do colo do útero em mulher de 25–64 anos, com quadro clínico de infecção vaginal associada.
Alternativa correta: C – Tratar o processo infeccioso e repetir CP em 6 meses.
Justificativa e raciocínio clínico: LIE-BG (correlata a NIC 1) tem alta taxa de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens, e o manejo recomendado pelas Diretrizes Brasileiras (INCA/MS) é conduta expectante com repetição do citopatológico em 6 meses em vez de colposcopia imediata. A presença de secreção fétida sugere vaginose bacteriana/tricomoníase, condições que podem causar inflamação e distorcer a interpretação citológica; por isso, as diretrizes orientam tratar a infecção antes e só então repetir o exame no intervalo recomendado (6 meses para LIE-BG). Referências: Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero – INCA/MS (2016 e atualizações); OMS/WHO recomenda abordagem conservadora em lesões de baixo grau.
Estratégia para a prova (pegadinhas): não confundir a conduta de LIE-BG com a de lesões de alto grau (HSIL, ASC-H, AGC), nas quais a colposcopia é imediata. Outro ponto-chave é o intervalo: em LIE-BG, o controle é em 6 meses (ASC-US costuma ser 12 meses).
Análise das alternativas incorretas:
- A - Repetir CP imediatamente: inadequado. Deve-se tratar a infecção primeiro e respeitar o intervalo de 6 meses para LIE-BG, conforme INCA. Repetição imediata não segue protocolo e mantém risco de falso resultado por inflamação.
- B - Encaminhar para colposcopia imediatamente: não é indicado para LIE-BG em mulheres 25–64 anos. Colposcopia imediata é reservada a HSIL, ASC-H, AGC ou persistência das alterações nos controles, ou achados adicionais de alto risco.
- D - Tratar o processo infeccioso e encaminhar para colposcopia: conduta excessiva. Após tratar a infecção, a diretriz é repetir o CP em 6 meses; colposcopia apenas se a anormalidade persistir ou piorar.
- E - Nenhuma das alternativas está correta: falso, pois a alternativa C segue exatamente as Diretrizes do INCA/MS.
Dica prática: Diante de LIE-BG + sinais de vaginite/vaginose (odor fétido), pense: 1) tratar infecção → 2) repetir CP em 6 meses → 3) colposcopia se persistir.
Fontes sugeridas: INCA/MS – Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero (2016, atualizações); OMS/WHO guidelines for screening and treatment of precancerous cervical lesions; UpToDate – Management of LSIL.
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