Em relação as pneumonias adquiridas na comunidade (PAC), ana...
I - Segundo a OMS, crianças com PAC e com presença de tiragem subcostal são classificadas como portadoras de pneumonia grave.
II - Na criança com infecção respiratória aguda, a Frequência Respiratória (FR) deve sempre ser pesquisada visando ao diagnóstico de PAC.
III - Em lactentes a partir de 2 meses até pré-escolares aos 5 anos de idade, os vírus respiratório sincicial, parainfluenza, influenza, rinovírus e adenovírus são agentes frequentes de PAC e o agente bacteriano mais frequente é o pneumococo.
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Tema central: Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) em pediatria: classificação de gravidade (OMS/AIDPI), importância da frequência respiratória (FR) no diagnóstico e principais agentes etiológicos por faixa etária.
Resposta correta: D — I, II e III
Justificativa
I) Tiragem subcostal = gravidade: A tiragem subcostal (retração de partes moles) é sinal de esforço respiratório importante e, nos protocolos OMS/AIDPI adotados amplamente no Brasil, classifica a criança como pneumonia grave, indicando necessidade de avaliação/hospitalização (OMS/IMCI; MS/SBP). Em provas, associe “tiragem” a gravidade. Referências: OMS IMCI 2014 (e materiais nacionais), SBP, MS.
II) FR deve ser sempre aferida: A taquipneia é o achado clínico mais sensível para PAC em crianças com tosse/dificuldade para respirar. Por isso, sempre meça a FR em IRA. Pontos de corte OMS: ≥50/min (2–11 meses) e ≥40/min (1–5 anos); em <2 meses: ≥60/min. Taquipneia, com história clínica compatível, sustenta o diagnóstico e a decisão terapêutica. Referências: OMS/IMCI; UpToDate; Harrison’s.
III) Etiologia 2 meses–5 anos: Nessa faixa etária, vírus respiratórios são frequentes (VSR, parainfluenza, influenza, rinovírus, adenovírus). Dentre as bactérias, o Streptococcus pneumoniae é o agente bacteriano mais comum em PAC comunitária. Referências: SBP Diretriz de Pneumonia Comunitária; UpToDate; Harrison’s.
Estratégia de prova: destaque termos-gatilho: “tiragem subcostal” → gravidade; “sempre medir FR” → diagnóstico; “2m–5a: vírus comuns; pneumococo principal bactéria”.
Diagnóstico na prática: tosse/febre + taquipneia; pode haver estertores, roncos, crepitações. RX de tórax não é rotineiro em casos não graves. Sinais de perigo: cianose, incapacidade de beber, gemência, convulsão, letargia.
Conduta resumida (quando aplicável): casos leves prováveis bacterianos → amoxicilina VO; grave → hospitalizar e iniciar penicilina/ampicilina EV (ajustar conforme diretrizes locais). Referências: MS/SBP; OMS; UpToDate.
Análise das alternativas:
- A (I e II): incompleta; falta a etiologia correta da III.
- B (I e III): incompleta; desconsidera a obrigatoriedade de aferir FR (II).
- C (II e III): incompleta; ignora a classificação de gravidade pela tiragem (I).
- E (nenhuma): incorreta, pois as três assertivas estão corretas.
Referências essenciais: OMS/IMCI (AIDPI) 2014–2022; Diretrizes SBP e Ministério da Saúde para PAC em pediatria; UpToDate (Community-acquired pneumonia in children); Harrison’s Principles of Internal Medicine.
Gabarito: D
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