Os pacientes submetidos à EVAR (correção endovascular do a...
Uma das complicações tardias é o Endoleak. Dessa maneira, espera-se que o cirurgião que ofereça a EVAR para seu paciente esteja familiarizado com essa complicação e que seja capaz de lançar mão da propedêutica adequada, de classificar precisamente o tipo de vazamento e de saber indicar o momento oportuno de uma intervenção secundária. É considerado Endoleak tipo II/B:
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Tema central: A questão aborda a complicação tardia chamada endoleak após a realização de uma correção endovascular do aneurisma de aorta (EVAR). É fundamental reconhecer que os endoleaks representam falha no isolamento completo do saco aneurismático pela endoprótese, sendo necessária vigilância cuidadosa devido ao risco de crescimento ou ruptura do aneurisma.
Comentário da alternativa correta (E):
O endoleak tipo II/B ocorre quando há fluxo retrógrado de sangue para o saco aneurismático por ramos aórticos, principalmente por artérias lombares ou artéria mesentérica inferior. Ou seja, mesmo com a prótese bem posicionada, há reenchimento do saco pelo retorno arterial colateral.
As diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) mencionam que esse tipo é o mais comum pós-EVAR e, geralmente, pode ser manejado de forma conservadora, a menos que haja crescimento do saco aneurismático. Segundo artigo publicado na PubMed (“Incidence, diagnostic procedures, and management of type II endoleaks after endovascular aortic aneurysm repair”, 2020), o endoleak tipo II ocorre em até 60% dos casos.
Portanto, “Vazamento por ramos aórticos” é o conceito-chave para lembrar do endoleak tipo II/B.
Análise das alternativas incorretas:
A) Vazamento na ancoragem proximal.
Esse achado corresponde ao endoleak tipo I-A – vazamento no local proximal da endoprótese (anastomose superior), risco iminente de ruptura, exigindo intervenção imediata.
B) Vazamento na ancoragem distal.
Refere-se ao endoleak tipo I-B, ocorrendo na ancoragem distal (anastomose inferior). Também demanda tratamento rápido.
C) Defeito no material.
Descrição típica do endoleak tipo III, causado por falha na endoprótese (ruptura ou desconexão entre segmentos do enxerto).
D) Porosidade.
Apresenta-se no endoleak tipo IV, resultado da porosidade do enxerto, geralmente transitório e raramente significativo clinicamente.
Estratégia de prova: Esteja atento à associação entre os tipos de endoleak e seus mecanismos: I (ancoragem), II (ramos aórticos), III (falha material), IV (porosidade). Busque, na leitura das alternativas, palavras como “ramos, colaterais, lombares” para o tipo II. Evite confundir os termos “proximal” e “distal” com vazamentos pelo enxerto!
Resumo: O endoleak tipo II/B é definido pela persistência de fluxo por ramos colaterais para o saco aneurismático. O acompanhamento é fundamental, agindo se houver crescimento do saco.
Segundo as Diretrizes Brasileiras para o Tratamento de Aneurismas da Aorta Abdominal, recomenda-se vigilância com angiotomografia e intervenção em casos de expansão do aneurisma.
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