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Q1088989 Medicina
Estudante de medicina, sexo masculino, 22 anos, sem comorbidades prévias ou vícios. Relata dor torácica ventilatório dependente à esquerda de início súbito, evoluindo com dispneia aos grandes esforços e tosse seca há um (1) dia. Buscou atendimento médico relatando episódio prévio de pneumotórax espontâneo há quatro (4) meses, de tratamento conservador.
Diante do quadro, assinale a alternativa CORRETA sobre a conduta a ser adotada.
Alternativas

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Tema central: O caso aborda pneumotórax espontâneo recorrente em jovem previamente saudável. Esse quadro ocorre quando há novo episódio de pneumotórax após tratamento inicial, sendo o manejo orientado por diretrizes internacionais, dada a ausência de protocolo nacional específico.

Justificativa da alternativa correta – C:
A videotoracoscopia (VATS) permite ressecção de bolhas subpleurais (principal causa do pneumotórax espontâneo do jovem magro) e realização de pleurodese, técnica que adere as pleuras, diminuindo risco de recorrência. Segundo a British Thoracic Society (BTS): "A cirurgia é indicada após o segundo episódio, visando ressecar bolhas e obliterar o espaço pleural por pleurodese." (Diretriz, seção 4.4). A abordagem videotoracoscópica oferece menor morbidade, dor e tempo de recuperação comparada à toracotomia.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Toracotomia com ressecção das bolhas, pleurodese e drenagem pleural: Embora efetivo, é método mais invasivo, reservado a situações sem recurso à VATS.
B) Toracocentese de alívio: Trata apenas quadros emergenciais (ex: pneumotórax hipertensivo), sendo insuficiente para pneumotórax recorrente.
D) Sintomáticos e oxigenioterapia: Conduta adequada a primeiros episódios pequenos, não indicada no contexto de recorrência, pois não previne novos episódios.
E) Toracostomia e drenagem pleural: Resolutiva para o episódio agudo apenas, sem efeito profilático; indicada para o manejo inicial, não como tratamento definitivo quando há recorrência.

Pontos-chave para provas:

  • Recorrência do pneumotórax geralmente impõe abordagem cirúrgica.
  • VATS com bulectomia e pleurodese é o padrão para jovens com novo episódio.
  • Cuidado com “pegadinhas”: mera drenagem ou suporte não basta em casos recorrentes.

Referência: Diretrizes BTS 2010, UpToDate, Sabiston – Tratado de Cirurgia, 21ª ed, cap. 52.

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Comentários

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Diante do quadro clínico apresentado pelo paciente, a conduta mais adequada seria a videotoracoscopia diagnóstica, com ressecção das bolhas e/ou pleurodese e drenagem pleural, como indicado na alternativa C. Isso porque o paciente já teve um episódio prévio de pneumotórax espontâneo, o que aumenta o risco de recorrência. Além disso, a presença de dor torácica e dispneia indicam que o pneumotórax pode estar comprometendo a função respiratória do paciente. A videotoracoscopia é um procedimento minimamente invasivo e eficaz para diagnosticar e tratar o pneumotórax, permitindo a visualização direta do espaço pleural e a realização de intervenções cirúrgicas, se necessário.

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