Paciente com 65 anos, sexo feminino, acamada devido sequela ...

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Q1088987 Medicina
Paciente com 65 anos, sexo feminino, acamada devido sequela neurológica, em “home care”, não contactuante. Há quatro (4) dias houve perda acidental da cânula de traqueostomia e paciente manteve-se assintomática até o momento quando iniciou quadro de dispneia e de estridor. Deu entrada no serviço hospitalar taquipneica, em ventilação espontânea com máscara de oxigênio, saturando 88% e com estridor importante.
Diante do quadro, como proceder:
Alternativas

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Tema central: O caso aborda a obstrução aguda das vias aéreas em paciente com traqueostomia perdida. Saber a conduta imediata é fundamental na prática clínica cirúrgica e em provas de Residência.

Justificativa da alternativa correta (B):
Quando há sinais de obstrução aguda de via aérea (dispneia, estridor, dessaturação), a reabertura cirúrgica por nova traqueostomia deve ser feita de imediato, pois garante acesso rápido e seguro à via aérea. Após o paciente estar estável, investigação eletiva (como a broncoscopia) é indicada para avaliar lesão traqueal ou estenose associada. Segundo diretrizes do Ministério da Saúde: "A retirada da cânula expõem o paciente ao risco de obstrução e óbito, devendo sua reinserção ser feita rapidamente por profissional treinado" (Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Traumatismo Cranioencefálico).

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Broncoscopia diagnóstica e implante de Tubo T de Montgomery: O Tubo T é indicado para estenose traqueal crônica, não em emergência. A broncoscopia diagnóstica pode atrasar o manejo definitivo imediato.

C) Broncoscopia + traqueoplastia: Traqueoplastia é procedimento cirúrgico eletivo e arriscado em contexto agudo. O paciente precisa de via aérea estabelecida antes de qualquer intervenção cirúrgica maior.

D) Traqueoplastia término-terminal: Também procedimento complexo e não indicado em emergência absoluta como esta. Restrito a estenoses graves crônicas.

E) Tratamento conservador, sintomáticos: Pegadinha! Nunca se adota conduta expectante diante de sinais de insuficiência respiratória. O paciente pode evoluir rapidamente para parada respiratória!

Dicas de prova: Atenção ao contexto de urgência (dispneia, estridor, dessaturação) – nessas situações, medidas que garantem a via aérea sempre terão prioridade. Palavras-chave como “aguda”, “estridor” e “queda de saturação” sinalizam emergência e exclusão de alternativas eletivas ou paliativas.

Conclusão: A conduta correta é traqueostomia imediata, seguida de investigação eletiva. Isso segue os protocolos nacionais (MS e sociedades científicas), UpToDate e Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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Comentários

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Diante do quadro descrito, a resposta correta é a alternativa B, que sugere a realização de traqueostomia e posterior investigação com Broncoscopia eletiva. A perda da cânula de traqueostomia pode levar a uma obstrução das vias aéreas, o que pode causar dificuldade respiratória e até mesmo levar o paciente à morte. A traqueostomia é a forma mais eficaz de desobstruir as vias aéreas e permitir que o paciente respire adequadamente. Após a realização da traqueostomia, é necessário investigar o motivo da perda da cânula por meio de uma broncoscopia eletiva, a fim de evitar novas obstruções e garantir a segurança do paciente.

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