Um enxerto de pele é um segmento de derme e epiderme que é ...
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Tema central: Enxertos de pele são transplantes de segmentos contendo epiderme e derme para áreas receptoras, frequentemente empregados no tratamento de queimaduras, úlceras e defeitos traumáticos. O conhecimento do processo de integração, indicações e possíveis fatores de insucesso é fundamental na Cirurgia Geral e essencial para provas de residência.
Análise da alternativa incorreta (A):
A alternativa A afirma que a sensibilidade do enxerto não é restituída devido à denervação/desvascularização do tecido removido. Isso está incorreto. Embora inicialmente haja perda de sensibilidade, há reinervação progressiva do enxerto pela migração de axônios do tecido vizinho após 2-4 semanas, com restabelecimento parcial da sensibilidade ao longo dos meses. Portanto, não é correto afirmar que não há restauração da sensibilidade. Essa ideia é reforçada por obras como "Sabiston – Tratado de Cirurgia", que afirma: "O enxerto recebe fibras nervosas do leito, e a sensibilidade é recuperada gradualmente" (Sabiston, 20ª ed., p.418).
Análise das alternativas corretas:
B) Correta. O principal motivo de falha do enxerto é o acúmulo de sangue (hematoma) sob o enxerto, que impede contato íntimo com o leito receptor, essencial para embebição e vascularização. Protocolos cirúrgicos recomendam controle rigoroso de hemostasia e fixação do enxerto.
C) Correta. A integração do enxerto segue as fases de circulação plasmática (embebição), revascularização e organização/maturação, conforme referenciado em textos como "UpToDate" e nos principais manuais cirúrgicos.
D) Correta. Enxertos de espessura parcial possuem epiderme e parte da derme, o que facilita sua integração, mas reduz resistência e estética em comparação ao enxerto de espessura total.
E) Correta. Superfícies como osso, cartilagem, tendão expostos ou granulação crônica fibrótica são inadequadas para enxertia, pois dificultam o processo de embebição plasmática e vascularização.
Como evitar pegadinhas: Atenção para termos absolutos (não é restituída), que costumam ser exagerados e direcionam à alternativa incorreta. Ao interpretar alternativas, busque lembrar da fisiologia envolvida e do que está preconizado nos livros de referência como "Sabiston" ou "Nelson – Princípios de Cirurgia".
Referências: Sabiston – Tratado de Cirurgia, UpToDate, protocolos cirúrgicos do Ministério da Saúde.
Conclusão: A alternativa A está incorreta, pois o enxerto tem revascularização e reinervação progressiva no pós-operatório.
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