Para muitas mulheres, as disfunções sexuais são consideradas...
I- dispareunia – espasmo involuntário recorrente ou persistente da musculatura do terço externo da vagina, que interfere na penetração vaginal.
II- vaginismo – dor genital recorrente ou persistente associada ao intercurso sexual.
III- desordem de Dor Sexual não associada ao Coito – dor genital recorrente ou persistente induzida por estimulação sexual não relacionada ao coito.
É CORRETO o que se afirma em:
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Tema central: Disfunções sexuais dolorosas femininas e suas definições. Saber diferenciar dispareunia (dor à penetração) de vaginismo (espasmo involuntário do assoalho pélvico que impede/ dificulta a penetração) é essencial. Há ainda a categoria de dor sexual não associada ao coito, quando a dor ocorre com estimulação sexual que não envolve penetração.
Alternativa correta: D – III apenas
Justificativa: A afirmação III descreve corretamente a dor sexual não coital: dor genital recorrente/persistente desencadeada por estímulos sexuais que não o coito (ex.: toque clitoriano, excitação, orgasmo), como ocorre em subtipos de vulvodínia e outras neuralgias genitais. Essa entidade é reconhecida nas classificações psiquiátricas como especificador em “outras disfunções sexuais” (DSM-IV-TR: “noncoital sexual pain disorder”) e, no DSM-5, contemplada dentro dos transtornos sexuais especificados, enquanto dispareunia e vaginismo foram combinados em Transtorno de Dor Genitopélvica/Penetração (GPPPD), mantendo a lógica clínica do fenômeno doloroso e/ou espasmo à penetração (APA DSM-5; UpToDate – Female sexual pain; ACOG/ISSWSH).
Por que as outras estão incorretas?
I (Dispareunia): define dispareunia como espasmo involuntário do terço externo vaginal que interfere na penetração. Essa é a definição clássica de vaginismo (DSM-IV-TR; UpToDate). Logo, está trocada.
II (Vaginismo): descreve vaginismo como dor genital recorrente associada ao intercurso. Isso corresponde à definição de dispareunia (dor com penetração), não de vaginismo. Portanto, também está trocada.
Estratégia de prova:
- Associe palavras-chave: “dor à penetração” → dispareunia; “espasmo involuntário/contração reflexa que impede a penetração” → vaginismo.
- “Dor com estímulo sexual sem coito” → dor sexual não coital (ex.: vulvodínia provocada por toque).
Aplicação clínica (Fisioterapia Pélvica):
- Vaginismo/GPPPD: educação, dessensibilização progressiva com dilatadores, biofeedback, treino de relaxamento e manobras miofasciais do assoalho pélvico (ISSWSH; IUGA).
- Dispareunia: investigar e tratar causas (atrofia vaginal, endometriose, hiperatividade do assoalho pélvico), associando terapia manual, lubrificação/hidratantes e intervenções médicas quando indicadas (ACOG; UpToDate).
Referências de apoio: American Psychiatric Association (DSM-IV-TR/DSM-5), UpToDate – Evaluation and management of female sexual pain, ACOG/ISSWSH guias, IUGA terminologia.
Resposta: D – III apenas.
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