Uma corte superior está redesenhando sua arquitetura de sis...

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Q3878691 Arquitetura de Software
Uma corte superior está redesenhando sua arquitetura de sistemas para suportar sistemas legados críticos ainda executados em data center próprio, novos serviços digitais com alta variabilidade de carga (portais, APIs abertas, painéis em tempo real), além de requisitos rígidos de conformidade, auditoria e soberania de dados.
Na proposta inicial, a área de TI contrapõe duas abordagens de alto nível:
• estratégia nativa (cloud-native), com serviços desenhados desde o início para consumir intensamente recursos de nuvem pública (contêineres orquestrados, funções serverless, filas e bancos gerenciados, observabilidade integrada etc.);
• estratégia híbrida, em que parte significativa da carga permanece em data center próprio ou em nuvem privada, com integração estruturada (túneis seguros, VPN, direct connect, replicação de dados) com a nuvem pública.
Considerando os trade-offs entre uma arquitetura nativa em nuvem e uma arquitetura híbrida nesse contexto, é correto afirmar que:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A decisão estava na comparação entre os modelos diante de legados, variabilidade de carga e requisitos de conformidade e soberania de dados.

Tema central: Trade-offs entre cloud-native e híbrida
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata a arquitetura híbrida como redutora automática de vendor lock-in. A simples coexistência entre on-premises e nuvem não torna irrelevante a escolha de serviços gerenciados específicos; se houver uso forte de serviços proprietários do provedor, o lock-in continua relevante.
B
Certa
A alternativa B está correta porque contrapõe, de forma fiel à base, os principais trade-offs: cloud-native em nuvem pública favorece elasticidade, uso de serviços gerenciados, rapidez de entrega e simplificação operacional; já a arquitetura híbrida facilita a convivência com legados e requisitos locais, mas aumenta a complexidade de governança, de observabilidade ponta a ponta e de gestão de latência entre domínios.
C
Errada
Está errada porque generaliza em sentido oposto ao trade-off correto. Exigência forte de soberania de dados não torna usualmente mais adequado concentrar tudo em um único provedor de nuvem pública; manter parte on-premises ou em arranjo híbrido pode ser justamente o mecanismo de atendimento regulatório.
D
Errada
Está errada porque afirma uma limitação relevante das práticas cloud-native em ambiente híbrido que a base não reconhece. Contêineres, orquestração, infraestrutura como código e observabilidade distribuída podem ser adotados também em arquitetura híbrida; o problema real é o aumento de integração e complexidade, não uma restrição intrínseca dessas práticas.
E
Errada
Está errada porque confunde recursos nativos de serviços gerenciados com suficiência de controles. Serverless e bancos gerenciados podem oferecer auditoria, criptografia e segmentação, mas isso não elimina a necessidade de controles adicionais de segurança, conformidade e governança.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi absolutizar vantagens parciais: tratar híbrido como solução automática para lock-in, tratar nuvem pública como resposta automática para soberania e tratar serviços gerenciados como substitutos de controles adicionais de segurança e conformidade.
Dica para questões semelhantes
  • Em comparação entre cloud-native e híbrida, procure a alternativa que traga benefício e custo de cada modelo, sem transformar vantagem em regra absoluta.
  • Se o cenário mencionar legados, soberania, localidade ou requisitos regulatórios, a arquitetura híbrida ganha força por acomodação; isso não elimina o aumento de complexidade operacional e de governança.
  • Uso de serviços gerenciados e serverless indica simplificação operacional e aceleração de entregas, mas não autoriza concluir dispensa de controles adicionais de segurança, auditoria ou conformidade.
  • Não trate a palavra 'híbrida' como sinônimo de menor lock-in nem como incompatibilidade com práticas cloud-native; o critério correto é avaliar dependência de serviços proprietários e complexidade de integração.

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GABARITO B



Ela descreve exatamente o trade-off real:

  • Cloud-native (nuvem pública)
  • a) uso intenso de serviços gerenciados
  • b) elasticidade automática
  • c) entrega mais rápida (menos infraestrutura pra gerenciar)
  • Arquitetura híbrida
  • a) facilita manter sistemas legados (isso é MUITO real em órgãos públicos)
  • b) atende melhor requisitos de soberania e compliance
  • c) porém aumenta a complexidade, especialmente em:
  • governança (dois mundos)
  • observabilidade (monitorar ponta a ponta é difícil)
  • latência (rede entre on-premises e cloud)

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