Uma criança de 6 anos com diagnóstico de mielomeningocele ap...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3875271 Fisioterapia
Uma criança de 6 anos com diagnóstico de mielomeningocele apresenta uma lesão neurológica ao nível entre T4 e L1. Durante a avaliação, o fisioterapeuta observa que a paciente possui um bom controle de tronco e membros superiores fortes, mas apresenta paralisia flácida total e ausência de sensibilidade nos membros inferiores. O objetivo terapêutico atual é estimular o ortostatismo e a marcha recíproca com baixo gasto energético, utilizando órtese. Com base nas diretrizes de prescrição de órteses para espinha bífida, assinale a afirmativa CORRETA. 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o nível neurológico funcional entre T4 e L1, com bom controle de tronco, membros superiores fortes e paralisia flácida dos membros inferiores; nesse cenário, a prescrição indicada é de órtese longa/dispositivo recíproco para ortostatismo e marcha, tornando o Parawalker compatível com o gabarito.

Tema central: Órteses na mielomeningocele
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por erro biomecânico. A AFO atua principalmente em tornozelo e pé; não fornece estabilidade total de quadril e joelho. Em lesão T4-L1 com paralisia flácida de membros inferiores, o problema é proximal e exige órtese longa, não AFO isolada.
B
Certa
A alternativa B está correta porque corresponde ao padrão funcional descrito para lesões torácicas e lombares altas na mielomeningocele: ausência funcional de membros inferiores, mas preservação de tronco e membros superiores. Nessa situação, dispositivos longos e recíprocos são os indicados para promover ortostatismo e marcha com auxílio externo. O Parawalker se encaixa nessa lógica de prescrição ortótica por nível neurológico e objetivo funcional.
C
Errada
Está errada porque RGO não é contraindicada apenas por a lesão ser torácica; ao contrário, órteses recíprocas são consideradas justamente em lesões altas quando há tronco e membros superiores preservados. Além disso, a justificativa da alternativa contradiz o enunciado, que informa membros superiores fortes.
D
Errada
Está errada por superindicação de órtese longa. Em lesões sacrais, há maior preservação motora proximal, de modo que geralmente se usam órteses mais distais, como AFO, ou nem se necessita de HKAFO. Dizer que HKAFO é obrigatória para qualquer deambulação funcional nesse nível não corresponde à prescrição por nível neurológico.
E
Errada
Está errada porque o parapódio não é exclusivo de lesão em L5 e sua função principal não é correção isolada de rotação interna da perna. Seu uso está ligado a ortostatismo e mobilidade terapêutica, especialmente em níveis mais altos, e não a uma indicação restrita a um único nível neurológico.
Pegadinha da questão
A banca mistura funções de órteses curtas e longas: tenta fazer o candidato atribuir à AFO um controle proximal que ela não tem e, ao mesmo tempo, negar a indicação de dispositivos recíprocos justamente no grupo funcional em que eles são usados.
Dica para questões semelhantes
  • Defina primeiro o nível neurológico funcional; na mielomeningocele, ele determina o potencial de marcha e o tipo de órtese.
  • Se a lesão é torácica ou lombar alta, pense em necessidade de estabilização proximal com órteses longas ou dispositivos recíprocos.
  • Elimine alternativas que atribuam à AFO controle de quadril e joelho, porque essa não é sua função biomecânica.
  • Desconfie de termos absolutos como "única indicada" e "obrigatoriamente" quando a prescrição depende do nível da lesão e do objetivo terapêutico.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo