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Q3951455 Português

Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas


A comunicação eficaz é uma habilidade essencial nas interações humanas, especialmente ao expressar discordância. Tentar impor argumentos com lógica rígida nem sempre produz bons resultados, pois pode ferir os sentimentos do interlocutor e gerar conflitos. Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo.


Nosso olhar, tom de voz e gestos influenciam profundamente a forma como a mensagem é recebida. Ao enfrentar uma opinião considerada equivocada, a humildade é a melhor estratégia, pois evita confrontos desnecessários. Admitir a possibilidade de erro demonstra maturidade e cria uma atmosfera de abertura, incentivando o diálogo construtivo. O uso de expressões mais moderadas contribui para o respeito mútuo e amplia as chances de compreensão entre as partes.


Quando afirmamos diretamente que alguém está errado, podemos ferir sua dignidade e prejudicar a convivência. Esse tipo de postura gera resistência e dificulta a construção de relações saudáveis. Por isso, agir com diplomacia é fundamental para preservar o respeito e favorecer trocas produtivas. A comunicação respeitosa fortalece os vínculos e contribui para diálogos mais equilibrados e construtivos.


HOJEPR. Comunicação elegante: a arte de lidar com opiniões diversas. HojePR, 23 nov. 2023. Disponível em: https://hojepr.com/coluna-hag-comunicacao-elegante-a-arte-de-lidar-co m-opinioes-diversas/ . Acesso em: 18 fev. 2026.

No trecho "Em vez de buscar mudar imediatamente a opinião do outro, é mais adequado agir com discrição, respeito e sensibilidade, favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo", considere a hipótese de substituição do termo final por "à comunicação". À luz das regras de emprego do acento indicativo de crase, pode-se afirmar que a substituição         
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No trecho "favorecendo um ambiente mais propício ao diálogo", a regência de "propício" exige a preposição "a"; ao substituir o termo final por "comunicação", substantivo feminino que admite artigo definido no contexto, ocorre a fusão "a" + "a" = "à", tornando correta a forma "à comunicação".

Tema central: Crase por regência
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque identifica exatamente o mecanismo gramatical da construção: o adjetivo "propício" exige complemento introduzido por preposição "a", como já se vê na forma original "ao diálogo". Mantida essa regência e trocado o núcleo por "comunicação", há possibilidade de artigo definido feminino no contexto, formando "à comunicação". Portanto, a substituição é gramaticalmente correta.
B
Errada
O erro está na mudança indevida de função sintática. A base afirma que tanto "ao diálogo" quanto "à comunicação" permanecem ligados ao adjetivo "propício" como complemento exigido por sua regência. A simples troca do substantivo não transforma o termo em adjunto adverbial.
C
Errada
A alternativa erra ao tratar como facultativa uma regência que, no contexto dado, é exigida. A base é expressa: "propício" seleciona complemento introduzido pela preposição "a". Logo, não cabe dizer que o complemento pode aparecer de modo equivalente com ou sem preposição.
D
Errada
O erro é afirmar uma proibição geral inexistente. A base registra que o fato de "comunicação" ser substantivo abstrato não impede, por si só, o uso de artigo definido; isso depende do contexto. Como aqui há artigo feminino possível e a preposição é exigida por "propício", a crase é autorizada.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: ignorar que "ao diálogo" já revela a preposição exigida por "propício" e supor, sem fundamento, que substantivo abstrato não pode vir com artigo definido.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se o termo regente exige preposição; aqui, a própria forma "ao diálogo" já entrega a regência de "propício".
  • Para haver crase, não basta o substantivo ser feminino: é preciso somar a preposição exigida pelo regente ao artigo feminino admitido no contexto.
  • Não mude a função sintática de um termo só porque o substantivo foi substituído; se a regência permanece, a função também tende a permanecer.

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