Em relação à prevenção de acidentes na criança, ela guarda r...

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Q2414339 Medicina

Em relação à prevenção de acidentes na criança, ela guarda relação com os fatores de risco anteriores ao acidente, chamados de fatores pré-evento. Um desses fatores de risco é a idade e a consequente maior tendência a sofrer danos neurológicos em caso de traumatismos cranianos.


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Tema central da questão:
A questão aborda traumatismo craniano em pediatria, especialmente os fatores de risco etários e a propensão a danos neurológicos. O entendimento clínico desse tema é fundamental, pois envolve não só o conhecimento da fisiopatologia, mas também das características do desenvolvimento infantil e protocolos de prevenção de acidentes.

Alternativa correta: B) Crianças abaixo de 2 anos

Justificativa:
Crianças abaixo de 2 anos apresentam maior risco de lesão neurológica grave frente ao traumatismo craniano devido a:

  • Proporção cefálica aumentada: A cabeça é relativamente maior em relação ao corpo, aumentando a energia transmitida ao cérebro em quedas e colisões.
  • Suturas e fontanelas abertas: O crânio ainda em formação protege menos o encéfalo.
  • Desenvolvimento neurológico intenso: O sistema nervoso central é mais vulnerável a agressões.
  • Dificuldade de avaliação clínica: Sinais como choro inconsolável ou recusa alimentar mascaram quadros graves.

Citação de diretriz:
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP): “Crianças < 2 anos: choro inconsolável, recusa alimentar, alteração de comportamento, ou fontanela abaulada.” E ainda: “Queda de altura significativa: acima de 0,9 m em menores de 2 anos.”

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Recém-nascidos até 28 dias: Apesar de serem vulneráveis, a faixa etária de maior prevalência de lesão neurológica por traumatismo vai até 2 anos, contemplando o risco aumentado devido ao desenvolvimento motor ativo nessa fase.
  • C) Crianças em idade pré-escolar: Já apresentam maior coordenação motora e melhor proteção craniana, reduzindo o risco proporcional de dano neurológico frente à mesma energia de impacto.
  • D) Crianças em idade escolar: A ossificação craniana torna-se mais eficiente e são mais verbalmente responsivas, o que facilita a avaliação.
  • E) Adolescentes: O padrão anatômico e fisiológico é mais semelhante ao adulto, com menor vulnerabilidade relativa às lesões neurológicas do TCE leve.

Estrategicamente em provas:
Atenção para termos como “tendência a sofrer danos neurológicos” e para a idade exata (abaixo de 2 anos). Questões desse tipo frequentemente exigem a memorização dos fatores anatômicos críticos e recomendação dos protocolos de avaliação (SBP, Ministério da Saúde).

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