Das técnicas operatórias para correção das fissuras palatais...
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Tema central: O foco desta questão é a correção cirúrgica das fissuras palatais, especialmente no tratamento da disfunção velofaríngea. Esta disfunção ocorre quando o véu palatino não fecha corretamente contra a parede faríngea durante a fala, levando a escape de ar nasal e fala hipernasal.
Alternativa correta — C) Furlow: A técnica de Furlow (palatoplastia em Z) apresenta melhores resultados para corrigir a disfunção velofaríngea. Ela alonga o palato mole e reconstitui o músculo elevador do véu palatino, promovendo fechamento eficaz do orifício velofaríngeo.
Segundo o manual "Cleft Palate and Craniofacial Anomalies: Effects on Speech and Resonance" (Kummer, 2020, p. 210):
“A palatoplastia em Z de Furlow é superior no realinhamento dos músculos e, por consequência, na melhora da função velofaríngea.”
Evidências em artigos de revisão (UpToDate, 2023) destacam que a técnica reduz taxa de fístulas e melhora a competência de fala, sendo indicada principalmente nos casos com risco de insuficiência velofaríngea.
Análise das alternativas incorretas:
A) Veau: Técnica baseada no fechamento direto por retalhos mucoperiosteais. Não há reposição adequada dos músculos do palato mole, resultando em menor eficácia para restauração funcional do fechamento velofaríngeo.
B) Millard: Não é indicada para palato – trata-se de técnica clássica de queiloplastia (correção de fissura labial e não palatina).
D) Von Langenbeck: Usa retalhos mucoperiosteais para fechar a fissura, mas sem abordagem específica para musculatura, limitando o tratamento da disfunção velofaríngea.
E) Wardill-Kilner: Envolve expansão do palato por retalhos em linha reta ou V-Y; tem algum efeito sobre o comprimento do palato, porém não reposiciona os músculos como a técnica de Furlow, resultando em menores taxas de sucesso para função velofaríngea.
Estratégia de prova: Fique atento aos termos específicos da questão: “disfunção velofaríngea” indica relação direta com a funcionalidade do palato e reposicionamento muscular. Técnicas que apenas fecham o defeito ósseo/mucoso, sem atuar na musculatura, não são as mais eficientes para este fim.
Resumo: Para fissura palatina com disfunção velofaríngea, a técnica de Furlow é a mais recomendada, pois além de fechar a fissura, reconstrói e alonga o palato com alinhamento muscular eficaz, como reafirmado por Kummer e revisões atuais.
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