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Q3081174 Medicina

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 colelitíase, comumente conhecida como cálculo biliar, é uma condição caracterizada pela formação de cálculos na vesícula biliar, que podem ser compostos principalmente de colesterol, sais biliares ou bilirrubina. A condição é bastante comum e afeta uma proporção significativa da população, sendo mais prevalente em mulheres, especialmente aquelas com histórico de obesidade, idade avançada e fatores genéticos.

Considerando o contexto apresentado, julgue o item a seguir:


Níveis elevados de colesterol não HDL estão associados a um risco reduzido de formação de cálculos biliares.

Alternativas

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Tema central: A relação entre dislipidemias, especialmente o colesterol não-HDL, e o risco de colelitíase é vital para a compreensão das doenças biliares na prática clínica. A alternativa avalia se níveis elevados de colesterol não-HDL se associam a redução do risco de cálculos biliares.

Justificativa para a alternativa “E) errado”: Níveis elevados de colesterol não-HDL não estão associados a um risco reduzido de formação de cálculos biliares – pelo contrário, estão relacionados a fatores de risco comuns à colelitíase, como síndrome metabólica, obesidade e resistência à insulina. A maioria dos cálculos biliares são compostos de colesterol, e as alterações nos perfis lipídicos – sobretudo com aumento do colesterol não-HDL (LDL, VLDL) – contribuem para maior saturação do colesterol na bile, facilitando a litogênese.

Diretrizes e evidências científicas: Segundo o "Manual de Condutas em Clínica Médica – Sociedade Brasileira de Clínica Médica (3ª ed.)", fatores de risco para colelitíase incluem “dislipidemia, principalmente hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia” (p. 626). O Protocolo Clínico de Dislipidemia do Ministério da Saúde (2022) esclarece que dislipidemias associam-se à síndrome metabólica, que por sua vez eleva o risco de doenças hepato-biliares, incluindo cálculos.

Análise das alternativas:

  • "C) certo": Incorreta porque interpreta de forma inversa o impacto do colesterol não-HDL. Obesidade, dislipidemias e síndrome metabólica, que se caracterizam por colesterol não-HDL alto, aumentam – e não reduzem – o risco de formação de cálculos.
  • "E) errado": Correta. De acordo com estudos epidemiológicos, pacientes com altos níveis de colesterol não-HDL apresentam fatores metabólicos que favorecem o surgimento de litíase biliar.

Dica para concursos: Fique atento à associação entre perfis lipídicos alterados e doenças biliares. Pegadinhas frequentes nas provas envolvem inverter proposições causais conhecidas (“níveis elevados reduzem” ao invés de “aumentam o risco”). A compreensão fisiopatológica ajuda a evitar erros em questões assim.

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