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Q2067880 Medicina
S.F.G, 27 anos, sexo masculino. Paciente previamente hígido é diagnosticado com neoplasia de testículo após percepção de nódulo testicular à direita. Foi submetido a orquiectomia à direita com anatomopatológico revelando Tumor germinativo não seminomatoso misto (60% carcinoma embrionário, 30% carcinoma de saco vitelínico e 10% teratoma maduro), de 2.5 cm, sem invasão vascular, sem invasão de rede testis e com margens livres. Exames de estadiamento sistêmico não revelam doença à distância ou comprometimento linfonodal regional. Os marcadores séricos estão descritos abaixo. Paciente no momento assintomático.
Marcadores séricos pré-operatórios: Alfafetoproteína 850ng/ml; HCG 980mU/ml; LDH 550UI/L Marcadores sérico pós-operatórios (4 semanas após): Alfafetoproteína 810ng/ml; HCG 930mU/ml; LDH 530UI/L
Sobre o caso, assinale a alternativa correta
Alternativas

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Comentário do gabarito – Questão de Oncologia Clínica

Tema central: A questão exige interpretação do estadiamento pós-operatório dos tumores germinativos não-seminomatosos de testículo, a conduta diante de marcadores tumorais persistentemente elevados e o tratamento adequado conforme as diretrizes atuais.

Justificativa da alternativa correta (D):

O paciente, após a orquiectomia, apresenta persistência de níveis elevados de AFP, HCG e LDH mesmo quatro semanas após o procedimento. Conforme o estadiamento clínico do TNM e diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB/CFM), a persistência de marcadores tumorais elevados na ausência de doença radiológica evidencia estádio IS. Nesses casos, está indicado tratamento com quimioterapia sistêmica — preferencialmente BEP por 3 ciclos ou EP por 4 ciclos.

De acordo com o Projeto Diretrizes – AMB/CFM: “Pacientes com persistência dos marcadores tumorais após cirurgia devem receber imediatamente quimioterapia sistêmica.”

UpToDate e Referência Harrison’s reforçam que, nos tumores de testículo não-seminomatosos, persistência de marcadores após a cirurgia é indicativo inequívoco de doença residual micrometastática (S. IS).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta. Sugere vigilância ativa ou quimioterapia adjuvante de baixo risco (estágio I). Porém, o estágio aqui é IS, pois há persistência dos marcadores, não sendo possível realizar apenas vigilância.

B) Parcialmente correta em oferecer quimioterapia, mas incompleta. Não detalha os esquemas recomendados (BEP por 3 ciclos ou EP por 4 ciclos) conforme orientam as diretrizes. Para provas, atenção aos detalhes do manejo!

C) Errada. Sugerir nova coleta em 2 semanas é inapropriado, pois o intervalo pós-orquiectomia já foi suficiente para a queda esperada dos marcadores, e sua elevação já determina o tratamento imediato.

D) Correta. Indica o tratamento apropriado — quimioterapia sistêmica para erradicação da doença residual, alinhada às recomendações oficiais e à melhor prática clínica.

Estratégia de prova: Fique atento ao estadiamento correto (I x IS). A persistência dos marcadores após a orquiectomia é fundamental e define a necessidade de quimioterapia, independentemente dos achados de imagem. O tempo de queda dos marcadores é um detalhe frequentemente explorado em questões, por isso, memorizar os tempos de meia-vida é crucial.

Resumo: Pacientes estádio IS, sem doença evidente por imagem após a orquiectomia, porém com marcadores elevados, devem receber quimioterapia sistêmica para aumentar a chance de cura.

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A alternativa correta é a letra D. O paciente apresenta um tumor germinativo não seminomatoso misto de testículo, com margens livres e sem invasão vascular ou de rede testis. Os exames de estadiamento sistêmico não revelaram doença à distância ou comprometimento linfonodal regional. No entanto, os marcadores séricos pré e pós-operatórios apresentam valores persistentemente elevados. Nesses casos, é indicada a realização de quimioterapia adjuvante, com esquema EP por 4 ciclos ou BEP por 3 ciclos. A vigilância ativa não é indicada nesse caso, pois há presença de marcadores elevados, o que indica um risco maior de recidiva da doença. Além disso, a coleta precoce dos marcadores não justifica a persistência dos valores elevados.

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