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Q2067879 Medicina
V.C.O, 71 anos, sexo masculino, tabagista (70 maços/ano). Paciente diagnosticado com Adenocarcinoma de pulmão há 5 semanas, com doença localizada em estadiamento sistêmico. Foi submetido a tratamento cirúrgico há 2 semanas, com anatomopatológico revelando Adenocarcinoma de 6.8cm, 1/7 linfonodos comprometidos, sem invasão vascular ou angiolinfática, sem invasão perineural e margens livres. Estadiamento pT3 pN1 cM0 – EC IIIA Comparece a sua consulta para avaliação de tratamento adjuvante. No momento assintomático.
ECOG 0. Sobre o caso acima, assinale a alternativa correta.
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Tema central: A questão aborda tratamento adjuvante do câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) pós-ressecção, focando nas indicações modernas de terapias targeted e imunoterapias baseadas em marcadores moleculares.

Justificativa da alternativa correta (B):
Pacientes com CPNPC ressecado, estadiamento IIIA (pT3 pN1 cM0), mutação de EGFR (del 19 ou L858R), ECOG 0, têm recomendação para tratamento adjuvante com Osimertinibe por 3 anos. Segundo a SBOC (Diretrizes de Tratamentos Oncológicos – Pulmão não pequenas células):
“Deve-se considerar tratamento adjuvante com Osimertinibe como discutido acima para tumores com mutação ativadora do gene EGFR (del19 e L858R)”.
O estudo ADAURA (Fase III) demonstrou redução de risco de morte em 51% e aumento significativo da sobrevida global com osimertinibe, reforçando a indicação.

Análise das alternativas incorretas:

A) Alectinibe não possui indicação adjuvante consolidada para tumores ALK+ ressecados, sendo recomendado apenas em doença avançada/metastática.

C) Atezolizumabe adjuvante requer obrigatoriamente expressão ≥1% de PD-L1 e ausência de mutação de EGFR ou rearranjo de ALK, conforme aprovação ANVISA e recomendações da SBOC. Não se indica atezolizumabe se PD-L1 negativo ou mutação de EGFR positiva.

D) Radioterapia adjuvante não é rotina em pacientes pós-ressecção completa com margens livres e sem evidência de comprometimento extra-nodal. Sua indicação é reservada a margens comprometidas ou doença residual, segundo as principais diretrizes (SBOC, NCCN).

Estratégia de interpretação:
Fique atento a pegadinhas sobre indicação de drogas-alvo e imunoterápicos: sempre confira a presença de biomarcadores (EGFR, ALK, PD-L1) e aprovações específicas. Palavras como “independente” ou “sempre” costumam indicar erro, pois protocolos customizam a indicação conforme perfil molecular e estadiamento.

Resumo: A alternativa B é a correta pois está plenamente alinhada com estudos de alta evidência (ADAURA) e protocolos nacionais e internacionais (SBOC, ANVISA). Avaliações criteriosas do perfil molecular e do estadiamento são essenciais para individualização da terapêutica!

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Comentários

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A alternativa correta é a B - Se presença de mutação de EGFR (del 19 ou L858R), pode ser considerado o uso de Osimertinibe adjuvante por 3 anos. Isso porque a mutação EGFR é um fator de predição positivo para terapia com inibidores de tirosina-quinase (TKIs) como o Osimertinibe, que é um inibidor de TKI de terceira geração. O uso desse medicamento após a cirurgia pode ajudar a prevenir recaídas do câncer de pulmão em pacientes com essa mutação específica. É importante ressaltar que a indicação do tratamento adjuvante deve ser avaliada caso a caso, levando em consideração as características do paciente e da doença.

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