Antes dessa liberação, havia apenas testes internos e versõ...

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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como funciona a nova ferramenta do WhatsApp para resumir conversas com IA

O WhatsApp disponibilizou, no Brasil, uma nova ferramenta de inteligência artificial destinada a poupar tempo e facilitar a leitura de conversas extensas. O recurso, denominado resumo de mensagens, tem a capacidade de sintetizar automaticamente o conteúdo de grupos ou de chats individuais, destacando os pontos mais relevantes.

A novidade foi lançada inicialmente para usuários brasileiros, em português, antes de ser implementada em outros países e idiomas. Até o momento, nenhum outro país recebeu o recurso de forma pública e estável. Antes dessa liberação, havia apenas testes internos e versões experimentais restritas em inglês, sem disponibilização ampla. A Meta confirmou que a ferramenta será expandida "em breve" para outras regiões e línguas, e a distribuição ocorrerá de forma gradual nos próximos dias.

Segundo a empresa, as mensagens continuam protegidas pela criptografia de ponta a ponta, o mesmo sistema que impede qualquer pessoa, além dos participantes da conversa, de acessar o conteúdo trocado. O resumo gerado também permanece criptografado e visível apenas para o usuário que o solicitou. A função utiliza uma tecnologia denominada processamento privado, que permite à Meta AI — o sistema de inteligência artificial da empresa — criar os resumos sem que o WhatsApp ou a própria Meta tenham acesso ao teor das mensagens. Nenhuma delas é armazenada durante o processo, e o desenvolvimento da tecnologia foi realizado de modo aberto, com verificação de especialistas independentes.

O recurso opera de forma discreta: ninguém mais na conversa é notificado de que o resumo foi produzido, garantindo a privacidade do usuário. O objetivo é facilitar a atualização de quem se depara com dezenas ou centenas de mensagens acumuladas, evitando a necessidade de percorrer toda a conversa.

Por padrão, o uso da inteligência artificial vem desativado. Para ativá-lo, é preciso acessar as configurações de bate-papo e habilitar o processamento privado. O usuário também pode restringir o funcionamento da IA em conversas específicas, selecionando a opção privacidade avançada de conversas, que impede o uso da ferramenta naquele chat.

A Meta declara que os recursos de inteligência artificial do WhatsApp seguirão três princípios fundamentais: livre escolha, para garantir que o uso da tecnologia seja sempre opcional; transparência, para informar claramente quando a IA estiver em funcionamento; e controle do usuário, assegurando a possibilidade de ajustes adicionais de segurança em conversas mais sensíveis. A empresa pretende ampliar gradualmente as funcionalidades baseadas em IA no aplicativo, preservando o foco na privacidade e no controle individual.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwynw8dngpdo.adaptado. 
Antes dessa liberação, havia apenas testes internos e versões experimentais restritas em inglês, sem disponibilização ampla.
Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase, 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na frase "Antes dessa liberação, havia apenas testes internos e versões experimentais restritas em inglês, sem disponibilização ampla.", o verbo "haver" está empregado com sentido de existir/ocorrer, o que o torna impessoal e impede a atribuição de sujeito à oração. Nessa estrutura, os termos posteriores não funcionam como sujeito.

Tema central: verbo haver impessoal
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra em dois pontos. Primeiro, "testes internos e versões experimentais restritas em inglês" não é sujeito, porque o verbo "haver", no sentido de existir, é impessoal e não admite sujeito. Segundo, o predicado não é verbo-nominal, pois não há predicativo. A própria expressão indicada pela alternativa, além de não poder ser sujeito nessa construção, também não seria sujeito simples, já que contém dois núcleos coordenados.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque identifica o ponto sintático decisivo da frase: "havia" está empregado no sentido de existir. Nessa condição, o verbo "haver" é impessoal, a oração não apresenta sujeito e os termos após o verbo não podem ser classificados como sujeito. O predicado é verbal, pois a construção se organiza em torno do verbo impessoal e de seus complementos, sem predicativo.
C
Errada
A alternativa erra ao tratar os sintagmas pós-verbais como sujeito composto. Com "haver" existencial, a oração é sem sujeito. Também erra ao classificar o predicado como nominal: não há verbo de ligação nem predicativo atribuindo estado ou qualidade a um sujeito. A presença de expressões descritivas no enunciado não transforma o predicado em nominal.
D
Errada
A alternativa confunde sujeito indeterminado com sujeito inexistente. No sujeito indeterminado, há um agente não identificado, mas pressuposto. Aqui isso não ocorre: com o verbo "haver" no sentido de existir, a estrutura é impessoal e a oração não tem sujeito. Portanto, não há agente genérico omitido; há ausência estrutural de sujeito.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de tomar o termo posposto a "havia" como sujeito e, a partir disso, classificá-lo como simples ou composto; o critério correto era reconhecer que "haver" com sentido de existir é impessoal e forma oração sem sujeito.
Dica para questões semelhantes
  • Se "haver" puder ser entendido como existir, ocorrer ou acontecer, verifique primeiro a impessoalidade do verbo.
  • Em oração com "haver" existencial, o termo depois do verbo não deve ser tratado como sujeito.
  • Para classificar o predicado como nominal ou verbo-nominal, procure verbo de ligação ou predicativo; sem isso, essa classificação não se sustenta.
  • Não confunda sujeito inexistente com sujeito indeterminado: no primeiro, não há sujeito; no segundo, há agente não identificado.

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