B.S.N, 56 anos, sexo feminino e em estado de pós-menopausa....
Sobre o caso acima, assinale a alternativa correta.
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Tema central: O caso aborda abordagem adjuvante no câncer de mama localmente avançado, RH positivo, HER2 negativo, alto risco de recorrência, pós-neoadjuvância.
Justificativa da Alternativa Correta (B):
O uso de abemaciclibe adjuvante associado à terapia endócrina foi estabelecido a partir do estudo MONARCH-E. O estudo, publicado no Journal of Clinical Oncology (2022) e referenciado nas diretrizes ESMO, incluiu pacientes com câncer de mama inicial de alto risco (RH+, HER2-, margens livres, linfonodo positivo ou Ki-67 elevado) tratados com cirurgia e quimioterapia.
Resultados mostraram diminuição de 33% no risco de recorrência invasiva na associação abemaciclibe + terapia endócrina, sem dados maduros para sobrevida global. Portanto, a indicação está correta para pacientes como a do caso (RH+, HER2-, axila comprometida, alto risco).
Análise das alternativas incorretas:
A) Afirmar que inibidor de aromatase é sempre superior ao tamoxifeno ou ao esquema “switch” não condiz com os ensaios clínicos. Conforme o Protocolo Diretrizes Terapêuticas (PCDT) Ministério da Saúde (2022, p. 22): “O esquema ‘switch’ pode ser igualmente adequado para muitas mulheres”.
C) O CREATE-X demonstrou benefício com a capecitabina adjuvante em pacientes com resposta patológica incompleta após quimioterapia neoadjuvante, sendo mais expressivo em triplo-negativo. O benefício para RH+ foi menos robusto e, nesta paciente com resposta clínica completa, não é conduta de primeira escolha.
D) O olaparibe é indicado apenas para portadores de mutação germinativa BRCA1/2. O estudo OlympiA não respalda o uso de olaparibe sem confirmação de mutação BRCA, tornando a alternativa incorreta para esta paciente.
Destaques e pegadinhas: Fique atento à exigência de “alto risco” e critérios de inclusão dos estudos-chave, além de reconhecer indicações específicas de agentes (BRCA para olaparibe, resposta patológica incompleta para capecitabina). Palavras como “sempre superior”, “independente” são frequentemente pegadinhas.
Conclusão: O melhor manejo adjuvante para paciente RH+, HER2-, alto risco, pós-neoadjuvância, é a associação de abemaciclibe à terapia hormonal (alternativa B).
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