B.L.S, 58 anos, sexo masculino, apresenta-se para avaliação...
Para o caso acima, assinale a alternativa que apresenta qual o tratamento mais adequado.
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Tema central: O caso aborda o tratamento de recidiva/metástase de carcinoma espinocelular de laringe, em paciente previamente tratado, com expressão PD-L1 (CPS 5%) e boa função renal. A questão exige conhecimento das diretrizes atuais sobre imunoterapia e quimioterapia em tumores de cabeça e pescoço avançados.
Justificativa para a alternativa B (Cisplatina, 5-FU e Pembrolizumabe): De acordo com o Relatório da CONITEC nº 919, está indicado pembrolizumabe associado a quimioterapia à base de platina (cisplatina) e 5-fluorouracil como tratamento de primeira linha para carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço metastático/recidivado irressecável em adultos com PD-L1 CPS ≥1. Essa recomendação está fundada no estudo KEYNOTE-048, que mostrou melhora significativa na sobrevida global quando há essa combinação, principalmente para pacientes com CPS ≥1%, grupo no qual este paciente se enquadra.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Cisplatina, 5-FU e Cetuximabe: Embora tenha sido padrão anteriormente (Esquema EXTREME), não inclui imunoterapia, atualmente o regime preferencial para tumores PD-L1 positivos.
C) Cisplatina, Cetuximabe e Pembrolizumabe: Não há evidência científica ou diretriz validando a combinação simultânea de cetuximabe com pembrolizumabe – risco de toxicidade e ausência de dados clínicos.
D) Pembrolizumabe monodroga: A monoterapia com pembrolizumabe é indicada apenas para CPS ≥20% ou em casos em que a toxicidade da quimio impede associação. Com CPS 5% e função renal preservada, a combinação é padrão.
Dicas de interpretação: Questões deste tipo exigem atenção à expressão de PD-L1 (CPS), à condição clínica geral e ao histórico de toxicidade. A alternativa correta sempre estará respaldada em diretrizes oficiais e grandes estudos, como o KEYNOTE-048.
Resumo normativo: “Recomendou o pembrolizumabe como monoterapia ou em combinação com quimioterapia de platina e fluorouracil, para o tratamento de primeira linha de carcinoma espinocelular de cabeça e pescoço metastático ou irressecável recidivado em adultos cujos tumores expressam PD-L1 com CPS ≥1.” – Relatório CONITEC nº 919 (2024).
Conclusão: A alternativa B reflete o manejo preconizado por diretrizes nacionais e internacionais, atualizando o padrão terapêutico com base nas melhores evidências.
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