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Q4036364 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como funciona a nova ferramenta do WhatsApp para resumir conversas com IA

O WhatsApp disponibilizou, no Brasil, uma nova ferramenta de inteligência artificial destinada a poupar tempo e facilitar a leitura de conversas extensas. O recurso, denominado resumo de mensagens, tem a capacidade de sintetizar automaticamente o conteúdo de grupos ou de chats individuais, destacando os pontos mais relevantes.

A novidade foi lançada inicialmente para usuários brasileiros, em português, antes de ser implementada em outros países e idiomas. Até o momento, nenhum outro país recebeu o recurso de forma pública e estável. Antes dessa liberação, havia apenas testes internos e versões experimentais restritas em inglês, sem disponibilização ampla. A Meta confirmou que a ferramenta será expandida "em breve" para outras regiões e línguas, e a distribuição ocorrerá de forma gradual nos próximos dias.

Segundo a empresa, as mensagens continuam protegidas pela criptografia de ponta a ponta, o mesmo sistema que impede qualquer pessoa, além dos participantes da conversa, de acessar o conteúdo trocado. O resumo gerado também permanece criptografado e visível apenas para o usuário que o solicitou. A função utiliza uma tecnologia denominada processamento privado, que permite à Meta AI — o sistema de inteligência artificial da empresa — criar os resumos sem que o WhatsApp ou a própria Meta tenham acesso ao teor das mensagens. Nenhuma delas é armazenada durante o processo, e o desenvolvimento da tecnologia foi realizado de modo aberto, com verificação de especialistas independentes.

O recurso opera de forma discreta: ninguém mais na conversa é notificado de que o resumo foi produzido, garantindo a privacidade do usuário. O objetivo é facilitar a atualização de quem se depara com dezenas ou centenas de mensagens acumuladas, evitando a necessidade de percorrer toda a conversa.

Por padrão, o uso da inteligência artificial vem desativado. Para ativá-lo, é preciso acessar as configurações de bate-papo e habilitar o processamento privado. O usuário também pode restringir o funcionamento da IA em conversas específicas, selecionando a opção privacidade avançada de conversas, que impede o uso da ferramenta naquele chat.

A Meta declara que os recursos de inteligência artificial do WhatsApp seguirão três princípios fundamentais: livre escolha, para garantir que o uso da tecnologia seja sempre opcional; transparência, para informar claramente quando a IA estiver em funcionamento; e controle do usuário, assegurando a possibilidade de ajustes adicionais de segurança em conversas mais sensíveis. A empresa pretende ampliar gradualmente as funcionalidades baseadas em IA no aplicativo, preservando o foco na privacidade e no controle individual.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwynw8dngpdo.adaptado. 
A função utiliza uma tecnologia denominada processamento privado, que permite à Meta AI criar os resumos sem que o WhatsApp ou a própria empresa tenham acesso ao conteúdo das mensagens.
De acordo com o emprego do sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase,
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O trecho decisivo é "que permite à Meta AI criar os resumos". A análise da crase depende da fusão entre a preposição exigida pela regência e o artigo feminino antes de "Meta AI". Como, diante de nome próprio feminino, o artigo pode ocorrer ou não, o ponto técnico é a facultatividade ligada a esse artigo; por isso, a alternativa C é a que mais se aproxima do critério correto, embora sua justificativa generalize de modo impreciso ao dizer que nome próprio, por isso, não aceita artigo.

Tema central: Crase diante de nome próprio feminino
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque trata a crase como obrigatória apenas pela regência com preposição "a". A preposição abre a possibilidade de crase, mas ela só ocorre se houver também artigo feminino antes de "Meta AI".
B
Errada
Está errada por incoerência sintática e erro conceitual. A alternativa chama o verbo de transitivo direto e, ao mesmo tempo, diz que o complemento funciona como objeto indireto. Além disso, objeto indireto não dispensa preposição; ao contrário, exige-a.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque aponta a facultatividade da crase relacionada à presença ou ausência de artigo antes de nome próprio feminino. Na construção citada, se houver artigo feminino, ocorre a fusão com a preposição e surge "à Meta AI"; se não houver artigo, fica apenas "a Meta AI". A justificativa da alternativa, porém, é tecnicamente imprecisa ao transformar em regra absoluta a ideia de que nome próprio não aceita artigo.
D
Errada
Está errada porque afirma que a crase decorre da fusão entre a preposição e a ausência do artigo feminino. Sem artigo feminino, não há fusão e, portanto, não há crase.
Pegadinha da questão
A banca explora a diferença entre preposição exigida pela regência e crase efetiva, além de testar se o candidato sabe que nome próprio feminino pode admitir ou não artigo.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique primeiro se há preposição exigida; isso apenas permite a crase, não a torna automática.
  • Em nome próprio feminino, observe se há artigo: é essa presença que define a crase.
  • Desconfie de alternativas que falem em crase sem artigo feminino ou que misturem classificação verbal incompatível.

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Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

A) ✅ Correta.

Descreve exatamente a ocorrência da crase.

B) ❌ Incorreta.

Se o verbo fosse transitivo direto, não haveria objeto indireto. A alternativa é contraditória ao dizer que o complemento funciona como objeto indireto.

C) ❌ Incorreta.

O fato de ser nome próprio não impede o uso do artigo. Além disso, Meta AI é o nome de um assistente/sistema, não um nome próprio de pessoa, e a justificativa apresentada é falsa.

D) ❌ Incorreta.

A crase não decorre da ausência do artigo, mas justamente da fusão da preposição com o artigo.

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