Independente do diagnóstico, ao atuar na área cardiovascular...
Independente do diagnóstico, ao atuar na área cardiovascular, seja em contexto hospitalar, ambulatorial ou domiciliar, o terapeuta ocupacional precisa considerar os parâmetros clínicos que interferem na morbidade e na mortalidade ao planejar sua intervenção, tais como:
I - As sequelas instaladas no sistema cardiovascular e seu impacto no funcionamento deste.
II - Os fatores de risco inerentes ao diagnóstico do paciente e quais fatores estão controlados ou não.
III - O prognóstico do paciente e que ações estão planejadas pelo médico a curto, médio e longo prazos.
IV - A frequência cardíaca máxima e pressão arterial mínima segura para o paciente durante o repouso e em atividade.
V - A presença de quadros de depressão e/ou ansiedade.
Dos itens acima:
Gabarito comentado
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Alternativa correta: E – I, II, III, IV e V estão corretas.
1. Tema central da questão
O foco está na atuação do terapeuta ocupacional na área cardiovascular, considerando os parâmetros clínicos que impactam morbidade e mortalidade. Isso exige conhecimentos sobre avaliação integral do paciente, riscos clínicos e fatores biopsicossociais.
2. Resumo teórico
Na reabilitação cardiovascular, o terapeuta ocupacional deve avaliar não só as condições clínicas (ex: sequelas, função cardíaca, sinais vitais) mas também aspectos psicossociais e prognóstico. Diretrizes como as da Sociedade Brasileira de Cardiologia e literatura acadêmica (Moraes, 2013; Barros, 2019) evidenciam a importância desses múltiplos fatores.
3. Justificativa da alternativa correta
- I e II: Avaliar sequelas e fatores de risco é essencial para planejar atividades seguras e efetivas.
- III: Saber o prognóstico e planos médicos alinha ações multidisciplinares.
- IV: Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial é imprescindível para evitar eventos adversos em atividades.
- V: Aspectos emocionais como ansiedade e depressão influenciam adesão e resultados na reabilitação (Saad et al., Rev. Bras. Cardiol., 2011).
4. Análise das alternativas incorretas
- A, B, C, D: Todas desconsideram pelo menos um item correto (especialmente fatores emocionais ou monitoramento de sinais vitais), reduzindo a integralidade exigida na atuação do terapeuta ocupacional.
Dicas de interpretação: Procure sempre por alternativas mais completas, pois a prática clínica é multidimensional. Atenção ao termo "independente do diagnóstico": mostra que a abordagem deve ser ampla e considerar todos os aspectos relevantes.
Referências: Sociedade Brasileira de Cardiologia, Diretrizes de Reabilitação Cardiovascular; Moraes, 2013; Saad et al., 2011.
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