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Q3364404 Português
          Foi por volta do ano de 355 que nasceu Hipátia, em Alexandria, no Egito. Filha de Theon, que era matemático, filósofo, astrônomo e um dos últimos diretores do Museu de Alexandria, ela decidiu seguir os caminhos do pai em busca do conhecimento. (1) Mas isso lhe custou a vida: foi assassinada por defender o racionalismo científico grego (a do raciocínio como lógica de pensamento). Hoje, Hipátia é considerada a primeira mulher matemática da qual a humanidade tem registros.
          Ela frequentou a Academia de Alexandria e, influenciada pelo pai, estudou astronomia, religião, poesia, artes (2) e ciências exatas. Mais tarde, foi aluna de uma escola neoplatônica em Atenas, na Grécia, na qual as doutrinas seguiam aspectos espirituais e cosmológicos do pensamento de Platão, um dos responsáveis pelo desenvolvimento da filosofia ocidental. Atuando na matemática, Hipátia desenvolveu estudos sobre a aritmética de Diofanto de Alexandria, considerado o pai da álgebra. Segundo estudiosos, Hipátia pretendia unificar as ideias de Diofanto com o neoplatonismo.
          Hipátia ainda desenvolveu trabalhos de ciências exatas e medicina. Quando retornou ao Egito, tornou-se professora de matemática e filosofia. Com seu pai, Theon, lançou comentários sobre os Elementos de Euclides – que são 13 livros sobre geometria, álgebra e aritmética, escritos pelo matemático grego Euclides. Por defender o racionalismo científico, a matemática foi acusada de blasfêmia e sentimentos anticristãos. Ela, (3) no entanto, nunca declarou ser contra o cristianismo. Na verdade, Hipátia dava aulas para pessoas de diversas crenças religiosas.
          Uma emboscada tirou a sua vida. Há diferentes versões que contam seu assassinato; a mais aceita é a do historiador inglês Edward Gibbon na obra O Declínio e a Queda do Império Romano (1776-1778). Ele narra que, em uma manhã da Quaresma em 415, Hipátia foi atacada na rua. Ela estava voltando para casa em uma carruagem e pessoas lhe arrancaram as roupas e a apedrejaram. Depois, o resto de seu corpo foi queimado.

Fonte: Revista Galileu. Adaptado. 
Considerando as regras da norma-padrão da língua portuguesa, assinalar a alternativa em que há ERRO. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Gramática normativa – uso correto da crase, regência verbal e o emprego do artigo definido feminino antes de nomes de cidades.

Justificativa — Alternativa D é a incorreta:

Na frase “Eles viajaram à Blumenau sem planejar adequadamente.”, há erro de crase. Pela norma-padrão, de acordo com Celso Cunha & Lindley Cintra e o Manual de Redação da Presidência da República, a crase só ocorre pela fusão da preposição “a” com o artigo definido feminino “a(s)”. No caso de nomes de cidades, a ocorrência da crase depende se o nome aceita artigo feminino: Blumenau não admite artigo antes. Dizemos “viajar a Blumenau” (sem crase), pois naturalmente não dizemos “a Blumenau é bonita”, mas sim “Blumenau é bonita”.

Diferente, por exemplo, de: “Viajar à Bahia (com crase, pois dizemos “a Bahia é...”). Assim, a alternativa correta é identificar o erro de crase em D.

Análise das alternativas corretas:

A) O aluno participou da reunião com grande entusiasmo.
Correta. O verbo participar é transitivo indireto e exige “de”: “participar de algo”. Não há erro.

B) A professora sugeriu que os alunos revisassem o conteúdo antes da prova.
Correta. Construção sintática adequada, regência correta. Sem erro gramatical.

C) Ele se esqueceu de entregar os relatórios no prazo estipulado.
Correta. O verbo pronominal “esquecer-se” exige a preposição de: “esqueceu-se de algo”. Construção perfeita.

Ponto de atenção (pegadinha): Muitos alunos erram questões de crase porque generalizam regras ou “memorizam” nomes de cidades, confundindo a necessidade do artigo. Recomendo que, ao se deparar com nomes de cidades, tente antecedê-los de artigo: se soar estranho (“a Blumenau”), não use crase!

Regência do verbo “viajar”: É verbo intransitivo, mas, ao indicar destino, exige preposição “a” (nunca “à” antes de cidades sem artigo): “viajar a Paris”, “viajar a Blumenau”.

Resumo da regra: Só ocorre crase antes de nomes de cidades femininos que admitem artigo definido feminino. Consulte gramáticas de referência: Bechara, Cunha & Cintra, Rocha Lima.

Gabarito: D

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Comentários

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GAB: D

Vou "a", volto "de" case para quê????

Gabarito letra D

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