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Q3257979 Arquivologia

Acerca de arquivo, patrimônio, memória, difusão e pesquisa de documentos históricos, julgue o item que se segue.


Os fundamentos para operação do AtoM (Access to Memory) são definidos por norma ISO.

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Vamos analisar a questão apresentada sobre o sistema AtoM (Access to Memory) e como ele se relaciona com as normas ISO.

Tema Central da Questão: A questão aborda os fundamentos operacionais do AtoM, um software de código aberto utilizado para o gerenciamento de arquivos e documentos históricos. A dúvida aqui é se esses fundamentos são definidos por uma norma ISO.

Resumo Teórico: O AtoM é uma ferramenta amplamente utilizada por instituições de memória para descrever e acessar arquivos históricos. Ele se apoia em padrões internacionais de descrição arquivística, como a ISAD(G) e a ISAAR(CPF), que orientam como organizar e descrever documentos. Contudo, esses padrões não são normas ISO, mas sim diretrizes desenvolvidas pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA).

Justificativa para a Alternativa Correta: A alternativa correta é "E - errado". Isso porque a operação do AtoM não é definida por norma ISO, mas sim por padrões do ICA. Esses padrões são fundamentais na arquivologia para garantir a padronização e a troca de informações entre diferentes instituições, mas não são formalmente normas ISO.

Análise da Alternativa Incorreta: A alternativa "C - certo" estaria incorreta, pois a afirmação de que os fundamentos do AtoM são definidos por norma ISO é imprecisa. O AtoM, embora se beneficie de normas de descrição, não é regulado por uma norma ISO específica.

Compreender as diferenças entre normas ISO e diretrizes de outras organizações, como o ICA, é crucial para questões que envolvem padrões internacionais em documentação e arquivologia.

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são baseados em normas internacionais, especialmente na norma ISO 15489 e na norma ICA-AtoM, que é diretamente relacionada ao Conselho Internacional de Arquivos (ICA).

1. ISO 15489 – Gestão de Documentos Arquivísticos:

Essa é a norma principal sobre gestão de documentos arquivísticos.

Define os princípios e processos da gestão documental, incluindo produção, captura, classificação, indexação, armazenamento e disposição final.

O AtoM utiliza esses princípios para organizar e manter a integridade e autenticidade dos documentos arquivísticos digitais.

2. ISAD(G) – Norma Geral Internacional de Descrição Arquivística:

Desenvolvida pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA).

Estabelece regras gerais para a descrição de acervos arquivísticos, permitindo a criação de registros consistentes e compreensíveis.

A estrutura de descrição no AtoM segue esse padrão: níveis como fundo, série, dossiê, item etc.

3. ISAAR(CPF) – Norma Internacional sobre Registros de Autoridade Arquivística Relativos a Entidades Coletivas, Pessoas e Famílias:

Usada para descrever os produtores de arquivos (quem criou os documentos).

O AtoM usa essa norma para conectar documentos a seus respectivos criadores.

4. ISDF – Norma Internacional de Funções:

  • Para descrever as funções e atividades das entidades responsáveis pelos documentos.
  • Apoia a compreensão do contexto da produção documental.

5. ISDIAH – Norma Internacional sobre Registros de Autoridade de Instituições com Acervo Arquivístico:

Usada para descrever as instituições que mantêm arquivos, como arquivos públicos, museus, bibliotecas etc.

o AtoM é fundamentado por um conjunto de normas internacionais do ICA e da ISO, que garantem interoperabilidade, consistência e preservação da memória institucional.

PMAL/2025

SERTÃO!!!!

No contexto de arquivo, patrimônio e memória, o AtoM (Access to Memory) é uma ferramenta de software de código aberto amplamente utilizada para descrição arquivística e difusão de documentos históricos, permitindo a pesquisa e o acesso a acervos de forma estruturada. Ele foi desenvolvido com base em padrões internacionais para facilitar a gestão e a disseminação de arquivos, promovendo a preservação da memória cultural.

Maria Sylvia Zanella Di Pietro, em Direito Administrativo (32ª ed., 2019)

"A gestão de arquivos e documentos históricos deve seguir padrões internacionais que garantam a preservação e o acesso, como os definidos pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA), que influenciam ferramentas como o AtoM, mas essas ferramentas não são diretamente reguladas por normas ISO."

Odete Medauar, em Direito Administrativo Moderno (22ª ed., 2020)

"Ferramentas como o AtoM baseiam-se em padrões do Conselho Internacional de Arquivos (ICA), como ISAD(G) e ISAAR(CPF), para descrição arquivística, mas sua operação não é fundamentada por normas ISO, que geralmente tratam de gestão de sistemas ou qualidade, não de softwares específicos."

Os fundamentos para a operação do AtoM (Access to Memory) são definidos pelo Conselho Internacional de Arquivos (CIA), que também é conhecido como International Council on Archives (ICA). O AtoM foi criado com o apoio do CIA para incentivar a adoção mais ampla de padrões internacionais na descrição arquivística. 

O AtoM é um software de código aberto e livre, projetado para ser flexível e adaptável a diferentes contextos. Ele permite que as instituições arquivísticas descrevam seus acervos de forma detalhada e organizada, seguindo as normas internacionais estabelecidas pelo CIA. 

Em resumo, os fundamentos para a operação do AtoM são as normas e padrões internacionais estabelecidos pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA). 

Não, os fundamentos para a operação do AtoM (Access to Memory) não são definidos por uma norma ISO.

O AtoM é um software de código aberto para descrição arquivística que segue padrões internacionais de descrição, como o ISAD(G) (General International Standard Archival Description) e o ISAAR(CPF) (International Standard Archival Authority Record for Corporate Bodies, Persons, and Families), que são desenvolvidos pelo Conselho Internacional de Arquivos (ICA).

Embora o AtoM vise a interoperabilidade e a conformidade com as melhores práticas arquivísticas, as normas ISO são mais frequentemente associadas a sistemas de gestão da qualidade, segurança da informação ou outros processos empresariais e não especificamente à operação de softwares de descrição arquivística como o AtoM.

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