A imparcialidade e a moralidade administrativa exigem que o...

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Q3950320 Ética na Administração Pública
A imparcialidade e a moralidade administrativa exigem que o servidor evite situações que possam gerar favorecimento indevido, conflito de interesses ou uso distorcido da função pública. Considerando as vedações inerentes ao exercício do cargo, assinale a alternativa CORRETA ao afirmar o que é vedado ao servidor.
Alternativas

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Gabarito: B

O que precisava saber: Era necessário saber que a atuação do servidor deve atender ao interesse público, com observância da moralidade, da impessoalidade e da finalidade pública. Por isso, é vedado usar o cargo, a autoridade ou a influência funcional para obter benefício próprio ou favorecer terceiros indevidamente, mesmo sem prejuízo financeiro direto à Administração. Já atos regulares e neutros, sem relação com favorecimento ou conflito de interesses, não configuram vedação por si sós.

Critério decisivo: O ponto decisivo era identificar a conduta que representa uso da função pública para interesse particular ou favorecimento indevido. Segundo a base, isso é vedado porque rompe a imparcialidade, a moralidade e a finalidade pública do cargo, independentemente da existência de dano patrimonial direto.

Tema central: Vedações ao servidor público relacionadas à moralidade administrativa, imparcialidade e conflito de interesses.
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa descreve o exercício regular e fundamentado das competências, com observância dos limites legais, dos parâmetros institucionais e da finalidade pública. A base afirma que atos regulares e neutros não configuram vedação, de modo que essa conduta é permitida, não proibida.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque descreve exatamente a conduta vedada pela base: utilizar a posição funcional para obter vantagem pessoal ou beneficiar terceiros de forma indevida. Esse é o núcleo da infração ética apontado no material, pois a vedação decorre da quebra da moralidade e da impessoalidade, e não depende de prejuízo financeiro direto à Administração.
C
Errada
A base informa que manter relações pessoais lícitas fora do ambiente de trabalho não é vedado por si só, desde que não haja vínculo com decisões ou favorecimento. Como a própria alternativa afasta relação com atos decisórios da competência do servidor, ela não descreve conduta vedada.
D
Errada
A participação em atividades privadas regulares, sem relação com as atribuições funcionais ou com decisões administrativas, é apontada pela base como situação que, em regra, não configura infração ética. Portanto, a alternativa não trata de vedação inerente ao exercício do cargo.
Pegadinha da questão
A principal pegadinha foi sugerir que só haveria irregularidade se existisse prejuízo financeiro direto à Administração. Pela base, isso não é necessário: a vedação já se configura quando há uso da função para vantagem pessoal ou favorecimento indevido, porque o problema central é a quebra da moralidade e da impessoalidade. Além disso, as alternativas lícitas foram redigidas com linguagem técnica para parecerem irregulares.
Dica para questões semelhantes
  • Identifique se a conduta desvia a função pública para interesse próprio ou de terceiros; se houver esse uso indevido, a tendência é de vedação ética.
  • Não exija dano patrimonial direto para reconhecer a irregularidade: a quebra da moralidade e da impessoalidade já basta.
  • Diferencie condutas vedadas de atos regulares e neutros: exercer competência dentro da legalidade, manter relações pessoais lícitas e participar de atividade privada sem vínculo com a função não configuram, por si sós, infração.

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Comentários

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Questão fácil, só atenção ao enunciado, que fala das vedações inerentes ao exercício do cargo (o quê o servidor não pode fazer):

Utilizar sua posição funcional para obter vantagem pessoal ou beneficiar terceiros de forma indevida, ainda que não haja prejuízo financeiro direto à Administração.

Precisa nem ler a questão toda.

É óbvio que você não pode usar sua posição funcional pra obter vantagem pessoal. Que desonestidade é essa?!

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