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Q4239732 Medicina
Em relação aos enxertos hepáticos de doadores falecidos com critérios expandidos, assinale a alternativa correta. 
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra o uso de enxertos hepáticos de doadores falecidos com critérios expandidos e o princípio de seleção adequada do doador-receptor. Esses enxertos podem ser utilizados para ampliar a oferta de órgãos e ter resultados aceitáveis quando há alocação criteriosa, o que torna correta a alternativa B.

Tema central: Matching doador-receptor
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma risco aumentado em contraindicação absoluta. A base afirma que esses enxertos seguem sendo utilizados para expandir o pool de órgãos. O fato de terem, em média, risco maior que o enxerto ideal não autoriza concluir que não devem ser utilizados; a decisão correta é de risco-benefício.
B
Certa
A alternativa B está correta porque os enxertos hepáticos com critérios expandidos não são abandonados nem contraindicados de forma absoluta; eles continuam sendo usados de modo criterioso para ampliar o pool de órgãos. O ponto técnico decisivo é que o risco do enxerto deve ser compatibilizado com o perfil do receptor, evitando somar fatores desfavoráveis como maior risco do doador, complexidade do procedimento e maior gravidade clínica do receptor. Quando essa seleção é bem feita, os resultados podem ser aceitáveis.
C
Errada
Está errada por generalização indevida do cenário pediátrico. A base não sustenta que enxertos de critérios expandidos sejam amplamente utilizados em transplante hepático pediátrico como regra. No pediátrico, a ampliação da oferta se apoia classicamente em estratégias como split liver e doador vivo, com seleção cuidadosa.
D
Errada
Está errada por incompatibilidade com a realidade brasileira. A base é explícita ao dizer que, no Brasil, a principal fonte de fígados para transplante é a doação após morte encefálica, e não a doação após morte circulatória. Assim, não procede afirmar que parcela importante dos enxertos hepáticos de critérios expandidos no Brasil provenha de DCD.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre enxerto de maior risco e enxerto que não deve ser usado, além de induzir erro ao transferir para o Brasil a relevância de DCD observada em outros cenários e ao generalizar para pediatria uma lógica que não é a regra.
Dica para questões semelhantes
  • Em enxerto de critério expandido, pense em uso criterioso, não em aceitação irrestrita nem em contraindicação absoluta.
  • Se a alternativa mencionar resultado, procure o conceito de matching doador-receptor: o risco do órgão precisa ser compatibilizado com o perfil do receptor.
  • Em questões com contexto brasileiro, não extrapole automaticamente dados de países onde DCD tem maior participação.
  • No transplante pediátrico, desconfie de alternativas que apresentem enxerto de critério expandido como estratégia ampla de rotina.

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