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Q3257950 História

Julgue o próximo item, relativo à história do trabalho e da justiça do trabalho no Brasil.


Na década de 50 do século XX, João Goulart, então ministro do trabalho do governo Vargas, apresentou uma proposta aos sindicatos para duplicar o valor do salário mínimo, proposta esta que foi combatida por determinados setores das Forças Armadas, o que culminou na assinatura, por coronéis e tenentes-coronéis do Exército, do documento conhecido como Manifesto dos Coronéis.

Alternativas

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Gabarito: C - Certo

A questão trata de um episódio relevante na história do trabalho no Brasil, mais especificamente relacionado ao período do governo de Getúlio Vargas e à atuação de João Goulart como Ministro do Trabalho.

Tema central: Na década de 1950, o então ministro do trabalho João Goulart propôs um aumento significativo do salário mínimo, o que gerou descontentamento em determinados setores das Forças Armadas. Isso levou à redação do Manifesto dos Coronéis, documento importante por expressar a oposição militar a medidas de caráter trabalhista e populista.

Resumo teórico: Durante o segundo governo Vargas (1951-1954), houve uma série de tensões entre políticas desenvolvimentistas e interesses conservadores. João Goulart, ao propor dobrar o salário mínimo, visava atender às demandas trabalhistas e fortalecer os sindicatos, mas enfrentou resistência de setores militares preocupados com a possibilidade de desestabilização econômica e política.

Essa proposta de aumento do salário mínimo foi vista como uma ameaça à estabilidade econômica e um incentivo ao crescimento da influência comunista no Brasil, o que culminou no Manifesto dos Coronéis, assinado por oficiais que expressavam seu descontentamento.

Justificativa para a alternativa correta: A alternativa C está correta pois descreve com precisão o contexto e as consequências da proposta de João Goulart, que efetivamente gerou reação significativa nas Forças Armadas, culminando no mencionado manifesto.

Alternativa incorreta (E): Em um contexto de "Certo ou Errado", a opção 'E' seria incorreta, pois o enunciado está correto em relação ao evento histórico descrito.

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Comentários

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João Goulart e Manifesto dos Coronéis:

João Goulart (Jango): 

  • Era Ministro do Trabalho no segundo governo de Getúlio Vargas (1951–1954).
  • Defensor de políticas trabalhistas mais avançadas, tinha forte apoio dos sindicatos e trabalhadores urbanos.
  • Em 1954, propôs aumento de 100% no salário mínimo — ou seja, dobrar seu valor.

Reação militar:

  • A proposta foi mal recebida por setores conservadores da sociedade, especialmente empresários e militares, que a viam como uma ameaça à estabilidade econômica e um avanço do populismo de esquerda.
  • Isso levou à assinatura do Manifesto dos Coronéis, documento redigido por oficiais de média patente (como tenentes-coronéis e coronéis do Exército).

Manifesto dos Coronéis:

Documento crítico à política trabalhista do governo e à atuação de Jango.

Reclamava do “perigo comunista” e do “excesso de poder dos sindicatos”.

Foi uma pressão política direta sobre Getúlio Vargas, pedindo inclusive a demissão de Jango do cargo de ministro.

Consequências:

Getúlio cedeu à pressão militar e exonerou João Goulart.

Esse episódio marcou o início de uma crise política mais profunda, que meses depois culminaria no suicídio de Vargas, em agosto de 1954.

Correta: João Goulart propôs o aumento do salário mínimo.

Correta: A proposta gerou forte reação de setores militares.

Correta: Isso culminou no Manifesto dos Coronéis, criticando a política trabalhista e pedindo sua saída.

PMAL/2025

SERTÃO!!!

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Gabarito: CERTO

João Goulart, como ministro do Trabalho, tentou aumentar o salário mínimo, mexendo nos interesses da elite e incomodando a alta oficialidade militar. Os coronéis, líderes militares regionais, responderam com o “Manifesto dos Coronéis” em 1954, criticando essas medidas e sinalizando a resistência das Forças Armadas a mudanças sociais, tensionando ainda mais o cenário político brasileiro.

Em 1954, João Goulart, então Ministro do Trabalho do governo de Getúlio Vargas, propôs um aumento de 100% no valor do salário mínimo. A iniciativa gerou uma forte crise política e foi combatida por setores conservadores, especialmente das Forças Armadas, culminando na assinatura do documento conhecido como Memorial dos Coronéis. 

Entenda o contexto:

  • Nomeação de Goulart: Vargas nomeou João Goulart como Ministro do Trabalho em 1953, buscando reaproximar o governo dos trabalhadores em meio à alta inflação e ao custo de vida crescente.
  • Proposta de aumento: Goulart propôs um reajuste de 100% no salário mínimo, excedendo em muito a inflação acumulada de 40%. Para a elite econômica e setores conservadores, a medida era vista como radical, sindicalista e alinhada ao peronismo argentino.
  • Reação dos militares: Em fevereiro de 1954, o coronel Jurandir de Bizarria Mamede fez um discurso crítico ao governo. Em seguida, um grupo de 82 oficiais, incluindo 42 coronéis e 39 tenentes-coronéis, redigiu o Memorial dos Coronéis, que criticava a política de Vargas e atacava Goulart, acusando-o de ser "comunista".
  • O desfecho: A pressão dos militares, somada à crise política, levou à demissão de João Goulart, mas Vargas acabou sancionando o aumento de 100% no salário mínimo. A crise, entretanto, continuou a se agravar, culminando no suicídio de Getúlio Vargas em agosto do mesmo ano. 

Certo

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