A atuação do Terapeuta Ocupacional em Cuidados Paliativos d...

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Q3794223 Terapia Ocupacional
A atuação do Terapeuta Ocupacional em Cuidados Paliativos difere da reabilitação tradicional. Acerca desse contexto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) Em cuidados paliativos, o foco da Terapia Ocupacional desloca-se da recuperação da função física para a manutenção da qualidade de vida, o controle de sintomas (como fadiga e dor), o engajamento em ocupações significativas remanescentes e o apoio na elaboração de legados.

(__) O terapeuta ocupacional não deve atuar em cuidados paliativos oncológicos, pois o paciente vai falecer e, portanto, o investimento em reabilitação é considerado desperdício de recursos públicos.

(__) O gerenciamento de energia e a conservação de energia são intervenções chave para permitir que pacientes com fadiga oncológica participem de atividades que valorizam até o fim da vida.

(__) A atuação deve ser estritamente hospitalar, não havendo espaço para terapia ocupacional em cuidados paliativos domiciliares ou na comunidade.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Resolução COFFITO nº 475/2016, art. 1º: "Art. 1º Para os efeitos desta norma entende-se por Intervenção Terapêutica Ocupacional Domiciliar/Home Care as ações desenvolvidas no domicílio da pessoa, que visem a promoção, a prevenção e a recuperação da saúde, além de cuidados paliativos."
Resolução COFFITO nº 475/2016, art. 3º: "Art. 3º A Intervenção Terapêutica Ocupacional Domiciliar/Home Care pode ser executada nos três níveis de atenção à saúde, por terapeutas ocupacionais que atuam de forma autônoma ou em equipe multidisciplinar por instituições públicas, privadas ou filantrópicas que ofereçam serviços de atendimento domiciliar."

Tema central: Terapia Ocupacional paliativa
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque corresponde à única sequência compatível com a base normativa e com a lógica oficial dos cuidados paliativos: a 1ª assertiva é compatível com a finalidade paliativa de qualidade de vida, controle de sintomas e engajamento ocupacional significativo; a 2ª é falsa porque não existe vedação normativa à atuação do terapeuta ocupacional em cuidados paliativos oncológicos, e o modelo adotado é de cuidado integral e multiprofissional; a 3ª é verdadeira por descrever intervenção técnico-assistencial compatível com esse cuidado; e a 4ª é falsa porque a Resolução COFFITO nº 475/2016 admite expressamente cuidados paliativos no domicílio e sua execução nos três níveis de atenção, o que exclui a tese de atuação estritamente hospitalar.
B
Errada
Está errada porque marca como falsa a 1ª assertiva e como verdadeira a 4ª. O erro decisivo está na 4ª assertiva: ela contraria diretamente a Resolução COFFITO nº 475/2016, que inclui cuidados paliativos na intervenção terapêutica ocupacional domiciliar e admite sua execução nos três níveis de atenção à saúde. Além disso, a base informa que a 1ª assertiva é compatível com a finalidade dos cuidados paliativos.
C
Errada
Está errada porque trata a 2ª assertiva como verdadeira e a 3ª como falsa. A 2ª não se sustenta juridicamente: a base é expressa ao afirmar que não existe vedação normativa ao terapeuta ocupacional em cuidados paliativos oncológicos e que o modelo normativo é de cuidado integral e multiprofissional. A 3ª também não pode ser reputada falsa, pois a base a considera compatível com o cuidado paliativo funcional.
D
Errada
Está errada porque marca a 3ª assertiva como falsa e a 4ª como verdadeira. O vício decisivo, novamente, está na 4ª assertiva, incompatível com o texto expresso da Resolução COFFITO nº 475/2016 e com a previsão legal de atendimento domiciliar no SUS. A 3ª, segundo a base, descreve intervenção técnica compatível com cuidados paliativos.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre terminalidade e ausência de intervenção útil, além da suposição errada de que cuidados paliativos seriam exclusivos do hospital e incompatíveis com Terapia Ocupacional oncológica.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa negar atuação paliativa do terapeuta ocupacional por causa da terminalidade, a base indica erro: não há vedação normativa e o modelo é de cuidado integral.
  • Se a alternativa afirmar exclusividade hospitalar, confronte com a Resolução COFFITO nº 475/2016, que admite cuidados paliativos domiciliares nos três níveis de atenção.
  • Quando a assertiva descrever foco em qualidade de vida, controle de sintomas e ocupações significativas, a tendência, nesta base, é de compatibilidade com cuidados paliativos.
  • Diferencie reabilitação tradicional de cuidado paliativo: a base valida intervenções funcionais voltadas à participação e conservação de energia, não apenas recuperação plena.

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