A configuração ou morfologia da curva audiométrica pode, mui...

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Q2410123 Medicina

A configuração ou morfologia da curva audiométrica pode, muitas vezes, sugerir uma provável etiologia. Sugere labirintopatias metabólicas a:

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O tema central da questão é a configuração da curva audiométrica e sua relação com diagnósticos de otorrinolaringologia, especificamente para identificar labirintopatias metabólicas. As curvas audiométricas são essenciais na avaliação auditiva, pois cada forma sugere diferentes etiologias e condições clínicas.

Justificativa para a alternativa correta (A): A alternativa correta é a curva audiométrica em "u" invertido. Este tipo de curva é característico de labirintopatias metabólicas, como a doença de Ménière e outras condições que afetam o metabolismo do líquido endolinfático. A curva em "u" invertido, também conhecida como curva côncava, reflete uma perda auditiva nas frequências médias, o que é típico em distúrbios metabólicos do labirinto.

Análise das alternativas incorretas:

Alternativa B: Curva audiométrica com entalhe em 4.000 Hz é geralmente associada a perda auditiva por ruído, como a perda auditiva induzida por ruído (PAIR). Não é típica de labirintopatias metabólicas.

Alternativa C: A curva audiométrica ascendente sugere perda auditiva condutiva ou mista, muitas vezes vista em casos de otites médias ou otosclerose, onde as frequências mais baixas são mais afetadas.

Alternativa D: A curva audiométrica descendente indica uma perda auditiva neurossensorial, geralmente relacionada ao envelhecimento (presbiacusia) ou exposição prolongada a ruídos. Novamente, não é típica de desordens metabólicas do labirinto.

Alternativa E: A curva audiométrica plana sugere uma perda auditiva uniforme em todas as frequências, o que pode ser visto em condições como perda auditiva neurossensorial devido a medicamentos ototóxicos, mas não especificamente ligada a labirintopatias metabólicas.

Para resolver questões como essa, é importante entender a relação entre o tipo de perda auditiva e a etiologia subjacente. Consultar diretrizes, como as da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e materiais de referência como o Harrison’s Principles of Internal Medicine, pode ajudar a reforçar esses conceitos.

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