Sobre o diagnóstico diferencial da cefaleia, julgue as segu...
(__)Cefaleia de início recente e intensa tem maior probabilidade de ter uma causa grave do que cefaleia recorrente.
(__)Sinais RED FLAG no diagnóstico de cefaleia incluem piora com a Manobra de Valsava e papiledema.
(__)Exames de imagem como TC e RM são igualmente sensíveis para rastreamento inicial de patologia intracraniana.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
Gabarito comentado
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Tema central: diagnóstico diferencial das cefaleias, com ênfase em padrão temporal, red flags (SNNOOP10) e escolha adequada de neuroimagem.
Gabarito: E — V, V, F.
(1) “Cefaleia de início recente e intensa” → Verdadeiro. Cefaleia nova, súbita e muito intensa (p.ex., “thunderclap”) aumenta a probabilidade de causa secundária grave: hemorragia subaracnoide, trombose venosa cerebral, dissecção arterial, meningite, hipertensão intracraniana. Já cefaleias recorrentes, com padrão semelhante ao longo do tempo, são mais frequentemente primárias (enxaqueca, tensional). Estratégia: em provas, o padrão temporal é determinante. Referências: UpToDate; Harrison’s; AAN/AHS.
(2) “Red flags incluem piora com Valsalva e papiledema” → Verdadeiro. A manobra de Valsalva aumenta a pressão intracraniana; piora da dor sugere lesão expansiva ou hipertensão intracraniana. Papiledema é sinal de hipertensão intracraniana e exige neuroimagem antes de punção lombar. Estão no mnemônico SNNOOP10 (AAN/AHS). Referências: UpToDate; diretrizes AAN; Harrison’s.
(3) “TC e RM são igualmente sensíveis no rastreio inicial” → Falso. Não são “iguais”. A TC sem contraste é o exame inicial preferido em cefaleia aguda grave pela rapidez e excelente detecção de hemorragia aguda (sensibilidade muito alta nas primeiras 6 horas para HSA). A RM é mais sensível para diversas lesões (fossa posterior, pequenas neoplasias, encefalites), mas não substitui a TC no cenário emergencial. Se TC negativa e alta suspeita de HSA, realizar punção lombar. Portanto, afirmar “igualmente sensíveis” está incorreto. Referências: UpToDate; AAN; ACEP; Harrison’s.
Por que a alternativa E é a correta? Ela reflete a tríade: nova e intensa = maior risco (V); Valsalva e papiledema = red flags (V); TC e RM ≠ igualmente sensíveis no início (F).
Análise das alternativas incorretas:
A (F–V–V): erra o 1º item, que é verdadeiro; nova e intensa aumenta risco de causa secundária.
B (F–F–F): erra 1º e 2º (ambos verdadeiros) e mantém 3º como falso; conjunto inconsistente.
C (V–F–F): erra o 2º item; Valsalva e papiledema são red flags clássicos.
D (V–V–V): erra o 3º item, pois TC e RM não têm sensibilidade igual no rastreio inicial.
Dicas para provas: 1) Foque no tempo de início e evolução. 2) Decore o SNNOOP10 para red flags. 3) TC sem contraste é a porta de entrada na cefaleia aguda grave; RM aprofunda a investigação conforme hipótese.
Referências essenciais: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (Evaluation of acute headache); AAN/AHS Guidelines; ACEP Clinical Policy for Acute Headache.
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