Homem, 63 anos, portador de Hipertensão Arterial Sistêmica, ...
Gabarito comentado
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O tema central desta questão é a escolha do melhor esquema terapêutico para um paciente com múltiplas comorbidades, incluindo Diabetes Mellitus, Hipertensão Arterial Sistêmica, Insuficiência Cardíaca de Fração de Ejeção Reduzida e Obesidade.
Para um paciente com essas características, é fundamental escolher um tratamento que não apenas controle o diabetes, mas também traga benefícios cardiovasculares e não agrave a insuficiência cardíaca.
Justificativa para a alternativa correta (C - Metformina associada a Dapagliflozina):
A Metformina é frequentemente a primeira escolha no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2, devido à sua eficácia, segurança e benefícios no controle glicêmico sem risco de hipoglicemia. Além disso, tem efeitos benéficos sobre o perfil lipídico e pode ajudar na perda de peso.
Dapagliflozina, um inibidor do SGLT2, é particularmente benéfico para este paciente. Estudos, como o DAPA-HF, demonstraram que a dapagliflozina reduz o risco de hospitalização por insuficiência cardíaca e pode melhorar a função cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida. Ela também promove a perda de peso e tem um perfil de segurança cardiovascular favorável.
Análise das alternativas incorretas:
A - Metformina associada a Pioglitazona: A pioglitazona pode ser contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca devido à retenção de fluidos que ela pode causar, exacerbando a condição cardíaca.
B - Metformina associada a Glibenclamida: A glibenclamida é uma sulfonilureia que pode aumentar o risco de hipoglicemia e, além disso, não oferece benefícios cardiovasculares comprovados. Não é a melhor escolha para um paciente com insuficiência cardíaca.
D - Metformina associada a Glimepirida: Assim como a glibenclamida, a glimepirida é uma sulfonilureia que pode causar hipoglicemia e não tem benefícios cardiovasculares adicionais. Portanto, não é ideal para este paciente.
E - Metformina associada a Insulinoterapia: Embora a insulinoterapia seja eficaz no controle glicêmico, ela pode levar ao ganho de peso e hipoglicemias, além de não oferecer benefícios cardiovasculares adicionais, tornando-a uma escolha menos favorável nesta situação.
Para pacientes com múltiplas comorbidades como este, é essencial considerar não apenas o controle glicêmico, mas também os efeitos colaterais e os benefícios adicionais das medicações, especialmente em relação à insuficiência cardíaca e obesidade.
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