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Q3415191 Saúde Pública
Os dados obtidos pela Organização Mundial de Saúde mostram que a diminuição da incidência de câncer do colo uterino, ainda alta em diversas regiões do mundo, depende de um aumento no seu rastreamento, otimizando o adequado diagnóstico e tratamento. No Brasil, pode-se afirmar que: 
Alternativas

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Alternativa correta: A

Tema central da questão: O foco está nas estratégias de rastreamento do câncer do colo do útero no Brasil, especialmente questões relacionadas aos métodos, indicação, idade e diretrizes do SUS.

Resumo teórico: O câncer do colo uterino é uma doença prevenível, principalmente através da detecção precoce de lesões precursoras. O método mais tradicional de rastreamento é a citologia oncótica cervical (Papanicolau), recomendada pelo Ministério da Saúde. Entretanto, a citologia convencional pode apresentar índices de falso-negativos, ou seja, alguns casos de lesão podem não ser detectados, o que é reconhecido internacionalmente (INCA, 2023; OMS).

Justificativa da alternativa correta: A está correta ao afirmar que a citologia convencional ainda apresenta índices de exames falso-negativos. Isso é um desafio real, levando à busca por métodos mais sensíveis, como o teste de HPV, mas a citologia ainda é o método mais difundido no SUS.

Análise das alternativas incorretas:

B – O rastreamento deve ser realizado em mulheres assintomáticas. Mulheres com sintomas já devem ser investigadas, não fazem rastreamento, mas sim diagnóstico.

C – O rastreamento é indicado para mulheres de 25 a 64 anos e sexualmente ativas. Abaixo disso, o risco é baixo e pode causar mais danos que benefícios.

D – Embora o teste de HPV esteja sendo introduzido em algumas localidades, não é ainda uma estratégia nacional disponível para toda a população pelo SUS, que prioriza o Papanicolau.

E – O rastreamento pelo SUS é encerrado aos 64 anos, não aos 84, desde que a mulher tenha dois exames negativos nos últimos 5 anos.

Estratégia para interpretação: Leia com atenção datas, idades e termos técnicos. Pegadinhas comuns incluem trocar faixa etária, confundir sintomáticas com assintomáticas e apresentar procedimentos ainda restritos a projetos-piloto como se fossem nacionais.

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