Ministério da Saúde lança novo Guia Nacional da
Triagem Auditiva Neonatal
Ministério da Saúde lançou, neste sábado (29), o novo
Guia Nacional da Triagem Auditiva Neonatal (TAN). O
documento atualiza critérios, orientações e fluxos
assistenciais voltados ao cuidado auditivo de
recém-nascidos em todo o país. O objetivo é garantir
diagnóstico precoce, acesso ao tratamento e melhores
oportunidades de desenvolvimento comunicativo para as
crianças, promovendo mais equidade e inclusão social
desde o início da vida.
A apresentação oficial do documento ocorreu durante o
33º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia (CBFa), em
São Paulo (SP).
Entre as principais novidades, o guia apresenta novas
orientações para maternidades, equipes da atenção
primária, serviços de referência e equipes
multiprofissionais. As atualizações buscam padronizar
indicadores, fortalecer o monitoramento contínuo das
ações e promover uma mudança significativa na prática
clínica, ao atualizar os fluxos nos serviços de saúde.
No documento anterior, todos os bebês passavam pelos
mesmos exames: emissões otoacústicas e o BERA
(Teste de Potencial Evocado Auditivo). Na nova versão,
os indicadores de risco foram revisados, permitindo que
a triagem seja direcionada conforme o tipo de perda
auditiva mais provável para cada criança.
Um exemplo é o caso de bebês que permanecem
internados por mais de cinco dias em UTI neonatal. Esse
grupo apresenta maior risco de desenvolver perda
auditiva do tipo retrococlear. O exame mais adequado
para identificar essa alteração é o BERA e, com as
mudanças, esses recém-nascidos agora serão
encaminhados diretamente para esse teste, garantindo
maior precisão diagnóstica e racionalidade no fluxo de
atendimento.
Além de aprimorar a sensibilidade dos exames para
detecção precoce da perda auditiva, o novo fluxo
também otimiza as filas de teste e reteste, tornando o
acesso mais rápido e democrático.
De acordo com o coordenador-geral de Saúde da
Pessoa com Deficiência, Arthur Medeiros, atualizar o
guia significa orientar melhor a rede, qualificar
profissionais e assegurar que nenhuma criança seja
excluída do cuidado. "Quando o SUS identifica
precocemente e acompanha com qualidade, garantimos
a cada bebê o direito de desenvolver sua linguagem,
vínculos, aprendizagem e participação social. Esse é um
compromisso de inclusão e de futuro", disse.