Paciente de 36 anos de idade comparece na Unidade da Estraté...
Paciente de 36 anos de idade comparece na Unidade da Estratégia Saúde da Família (ESF), com queixas de dor em ambas as mamas. Relata que sua mãe teve câncer de mama aos 48 anos de idade. No exame clínico das mamas dessa paciente, não foram identificadas alterações. Diante disso, o médico da Unidade de ESF, a fim de programar o rastreamento do câncer de mama para essa paciente, deve solicitar:
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Tema central: Esta questão aborda rastreamento do câncer de mama em pacientes com histórico familiar, fundamental para Medicina Preventiva e Saúde Pública. Entender grupos de risco modifica condutas frente ao rastreamento, indo além do protocolo populacional.
Justificativa da alternativa correta (D – Mamografia anual):
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e o manual ABC do Câncer, “o rastreamento seletivo deve ser oferecido a mulheres de alto risco, a partir dos 35 anos, principalmente se há história familiar de câncer de mama em parente de primeiro grau antes dos 50 anos”.
A paciente, com 36 anos e mãe diagnosticada aos 48, se enquadra neste grupo. Nesses casos, recomenda-se mamografia anual, permitindo detecção precoce e melhor prognóstico (ABC do Câncer, INCA, p. 164). Estudos demonstram redução na mortalidade, reforçando a importância da periodicidade anual (UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine).
Análise das alternativas incorretas:
A) Ultrassonografia anual: A ultrassonografia não substitui a mamografia no rastreamento, pois tem menor sensibilidade para microcalcificações, típicas de lesões iniciais.
B) Mamografia a cada 2 anos: Periodicidade bienal é indicada apenas para rastreamento de risco habitual, não para alto risco.
C) Ultrassonografia a cada 2 anos: Não é recomendada como método de rastreio isolado, tampouco bienal.
E) Ultrassonografia e mamografia aos 40 anos: O início deve ser mais precoce (a partir de 35 anos para alto risco), e a ultrassonografia apenas complementa a investigação, não substitui a conduta anual com mamografia.
Destaques de interpretação: Atenção ao termo “história familiar”, que modifica imediatamente a conduta. Pegadinhas comuns incluem esquecer a antecipação do rastreamento ou confundir métodos (mamografia x ultrassonografia).
Orientação prática: Em todo paciente de alto risco, individualize a abordagem – siga sempre as recomendações dos protocolos nacionais e questione se a periodicidade do rastreamento na questão refere-se ao grupo geral ou ao grupo de alto risco.
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