Assinale a alternativa CORRETA. O traumatismo cranioencefál...

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Q812383 Medicina

Assinale a alternativa CORRETA.

O traumatismo cranioencefálico está, muitas vezes, associado ao politraumatismo e é uma das causas de morte mais importantes em Pediatria. Cerca de 50% dos traumatismos cranioencefálicos cursam com hipertensão intracraniana. São sinais indicadores de hipertensão intracraniana no traumatismo cranioencefálico:

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Tema central: O foco da questão está na identificação dos sinais de hipertensão intracraniana (HIC) após traumatismo cranioencefálico (TCE) em Pediatria. A HIC configura condição potencialmente fatal, sendo crucial o diagnóstico precoce na emergência pediátrica.

Justificativa da alternativa correta (B):

Caso de HIC aguda, os achados clássicos apontados na literatura e em protocolos de atendimento incluem:

  • Escala de Coma de Glasgow (ECG) ≤ 8: Indica queda grave do nível de consciência, fortemente sugestiva de lesão cerebral severa (referência: Advanced Trauma Life Support – ATLS® – 10ª ed., capítulo de Trauma de Crânio).
  • Hipertensão arterial: Faz parte da tríade de Cushing na HIC, ao lado de bradicardia e irregularidade respiratória, representando um mecanismo de compensação diante do aumento da pressão intracraniana (“para manter perfusão cerebral adequada o organismo eleva a pressão arterial sistêmica” – UpToDate, 2023).
  • Alteração pupilar: Pupilas assimétricas ou reatividade pupilar anormal sugerem compressão importante de estruturas neurológicas, principalmente do III par craniano.
  • Déficit motor lateralizado: Fraqueza em um lado (hemiparesia) indica lesão focal ou compressão cerebral unilateral.

Portanto, a alternativa B está correta, alinhada com as boas práticas e descrições clássicas nos principais manuais (PALS – Pediatric Advanced Life Support; Nelson Tratado de Pediatria).

Análise das alternativas incorretas:

  • A, D e E: Hipotensão arterial não é esperada na HIC. Pelo contrário, a hipotensão piora a perfusão cerebral e deve ser evitada, sendo associada a prognóstico ainda mais grave.
    Déficit motor generalizado (E) é menos específico do que lateralizado para HIC.
  • C: ECG ≤ 10 indica gravidade, porém o ponto de corte consensual para gravidade acentuada (com indicação de via aérea definitiva e alerta para HIC) é ≤ 8, conforme PALS AHA 2020 e ATLS.

Estrategista para a prova:

Atenção a palavras-chave: hipertensão (e não hipotensão), lateralização motora, alteração pupilar e o ponto de corte correto da ECG. Pegadinhas frequentes incluem trocar hipotensão por hipertensão e generalizar déficit motor. Sempre associar fisiopatologia com os achados clínicos sugeridos no enunciado.

Referência: PALS 2020 (American Heart Association), Nelson Tratado de Pediatria, ATLS 10ª edição.

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A alternativa correta é a B, que indica que a hipertensão intracraniana é indicada por uma Escala de Coma de Glasgow ≤ 8, hipertensão arterial, alteração pupilar e déficit motor lateralizado. O traumatismo cranioencefálico é uma condição grave e a hipertensão intracraniana pode levar a complicações ainda mais severas. É importante que profissionais que lidam com pacientes com TC (Traumatismo Cranioencefálico), como médicos e enfermeiros, estejam familiarizados com os sinais e sintomas da hipertensão intracraniana para que possam agir rapidamente para minimizar complicações e salvar vidas.

Resposta Correta: B) Escala de Coma de Glasgow ≤ 8; hipertensão arterial; alteração pupilar e déficit motor lateralizado.

Justificativa: A hipertensão intracraniana (HIC) é uma condição séria que pode ocorrer em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE). Indicadores típicos de HIC incluem uma Escala de Coma de Glasgow (ECG) de 8 ou menos, hipertensão arterial, alterações pupilares (como anisocoria ou reatividade anormal), e déficits motores lateralizados. Esses sinais refletem a gravidade do aumento da pressão dentro do crânio, que pode comprometer a perfusão cerebral e levar a lesões neurológicas.

Análise das alternativas:

  • A) Escala de Coma de Glasgow ≤ 8; hipotensão arterial; alteração pupilar e déficit motor lateralizado: Incorreta. A hipotensão arterial não é um indicador típico de HIC; a hipertensão é mais comum.
  • B) Escala de Coma de Glasgow ≤ 8; hipertensão arterial; alteração pupilar e déficit motor lateralizado: Correta. Estes são sinais típicos de HIC.
  • C) Escala de Coma de Glasgow ≤ 10; hipertensão arterial; alteração pupilar e déficit motor lateralizado: Incorreta. Embora a hipertensão e as alterações pupilares sejam corretas, uma ECG ≤ 10 é menos específica para HIC grave do que uma ECG ≤ 8.
  • D) Escala de Coma de Glasgow ≤ 10; hipotensão arterial; alteração pupilar e déficit motor lateralizado: Incorreta. A hipotensão não é um sinal típico de HIC.
  • E) Escala de Coma de Glasgow ≤ 10; hipotensão arterial; alteração pupilar e déficit motor generalizado: Incorreta. Novamente, a hipotensão não é um indicador típico de HIC, e os déficits motores tendem a ser lateralizados.

Resumo: Em pacientes pediátricos com traumatismo cranioencefálico, a hipertensão intracraniana é frequentemente indicada por uma Escala de Coma de Glasgow de 8 ou menos, hipertensão arterial, alterações pupilares e déficits motores lateralizados. Esses sinais ajudam a identificar e tratar rapidamente a condição para evitar complicações graves.

Pontos chave:

  • Hipertensão intracraniana: Comum em TCE grave.
  • Indicadores chave: ECG ≤ 8, hipertensão arterial, alterações pupilares, déficit motor lateralizado.
  • Importância da identificação precoce: Essencial para evitar complicações neurológicas.

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