Assinale a alternativa onde ambos os vocábulos são oxítonas:
TEXTO II
Sofrimento psíquico em policiais civis: uma questão de gênero
Apesar de concebida pelo senso comum como uma instituição predominantemente masculina, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro admite também mulheres entre seus servidores. Em suas atividades diárias, elas relatam enfrentar dificuldades, frustrações e cobranças. Um estudo realizado pelo Centro Latino-americano de Estudos de Violência e Saúde (Claves), vinculado à Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp), uma unidade da Fiocruz, questionou 2.746 policiais, dos quais cerca de 19% eram mulheres, e descobriu que elas apresentam mais sofrimento psíquico que seus colegas de trabalho.
"Sofrimento psíquico é um conjunto de condições psicológicas que, apesar de não caracterizar uma doença, gera determinados sinais e sintomas que indicam sofrimento" explica a psicóloga Edinilsa Ramos de Souza, coordenadora do projeto. O problema pode ser causado por diversos fatores, inclusive as condições de trabalho, como falta de instalações adequadas, estresse e falta de preparo para a função. "No dia-a-dia, o policial precisa continuar com o seu trabalho e não pode demonstrar fragilidade", acrescenta. "Isso aumenta o sofrimento e, muitas vezes, faz com que o profissional somatize as questões psicológicas em problemas de saúde, como pressão alta, insônia e dores de cabeça".
(Catarina Chagas)
Comentários
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E - correta
Sim, ambos os vocábulos estão corretos, mas apenas a palavra "ruim" é, inequivocamente, uma oxítona na norma-padrão da língua portuguesa. A palavra "cateter" gera discussões quanto à pronúncia e classificação.
- Ruim: É uma palavra dissílaba (ru-im) e oxítona, pois a sílaba tônica é a última ("im"). A palavra não é acentuada porque as oxítonas terminadas em 'm' não recebem acento gráfico (diferente das terminadas em 'a', 'e', 'o', 'em', 'ens').
- Cateter: Pela norma ortográfica oficial, a palavra é considerada oxítona, com a sílaba tônica sendo a última ("ter"), e, por isso, não leva acento (semelhante a "comprometer", "amor", "lazer"). No entanto, entre os profissionais de saúde e no uso coloquial, a pronúncia paroxítona ("catéter", com a tônica na penúltima sílaba) é dominante, o que, se fosse a forma padrão, exigiria acento gráfico por ser uma paroxítona terminada em 'r' (semelhante a "caráter", "revólver").
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