No enunciado “Ousou o escrevente namorar-lhe a filha...”, i...
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Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda sobretudo interpretação de texto com foco na função do pronome oblíquo átono “lhe”, dentro da regência verbal e da indicação de posse conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Comentário da alternativa correta (C):
No trecho “Ousou o escrevente namorar-lhe a filha...”, o “lhe” exerce função de adjunto adnominal com valor possessivo, referindo-se a “Coronel Triburtino” — ou seja, “namorar a filha dele”. Esse uso, apesar de menos frequente hoje, é reconhecido pelas gramáticas tradicionais (Cunha & Cintra; Bechara) e só é possível porque “lhe” anteposto ao substantivo indica posse, sendo equivalente a “sua” ou “dele” no contexto.
Regra gramatical envolvida: Conforme Celso Cunha e Lindley Cintra, certos pronomes oblíquos átonos podem, ocasionalmente, exercer função de adjunto adnominal possessivo. Nestes casos, o pronome acompanha o substantivo e não o verbo. Assim, em “namorar-lhe a filha”, “lhe” refere-se ao possuidor (“Coronel Triburtino”).
Análise das alternativas incorretas:
- A: Incorreta. “Namorar” não é forma arcaica de “namorar-se”. Pela norma-padrão, “namorar” é transitivo direto: “namorar alguém”.
- B: Incorreta. “Lhe” não faz referência direta à filha, mas sim ao pai da filha, indicando posse. Uma interpretação superficial pode induzir ao erro.
- D: Incorreta. Embora “lhe” se refira ao coronel, a frase “Amo-lhe!” está inadequada na norma-padrão, pois “amar” é verbo transitivo direto (quem ama, ama alguém, sem preposição). A equivalência funcional proposta não existe.
Estratégias para a prova e dicas: Fique atento(a) aos pronomes referenciais. Questões desse tipo frequentemente cobram o conhecimento da função sintática dos pronomes — se estão ligados ao verbo (objeto indireto) ou a um substantivo (adjunto adnominal possessivo). Conte sempre com uma leitura atenta do período para perceber a quem ou a quê o pronome se refere.
Em resumo, a alternativa C é a correta por apresentar o valor possessivo do “lhe” em relação ao coronel. Esse detalhe, atestado pelas principais gramáticas, costuma ser ponto de decisão em questões de alto nível interpretativo.
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Comentários
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No fragmento, "ousou o escrevente namorar-lhe a filha...", o pronome lhe exerce função sintática de adjunto adnominal estabelecendo ideia de posse.
Equivale a dizer: Ousou o escrevente namorar a sua filha (o pronome sua retoma o substantivo Coronel Triburtino). Portanto, o pronome lhe faz referência ao Coronel Triburtino.
Logo, a alternativa correta é a C.
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